domingo, 6 de novembro de 2011

Todas as lutas contam (3) - Seixal



Cerca de 200 pessoas apelam à construção de novo hospital no Seixal
De Alexandra Luís (LUSA) – Há 3 horas

Lisboa, 06 nov (Lusa) -- Cerca de duas centenas de pessoas marcaram hoje presença num "hospital de campanha" no Seixal, uma iniciativa da população do concelho para exigir rapidez na construção do novo hospital local.

Nesta iniciativa, organizada pela plataforma "Juntos pelo Hospital do Concelho do Seixal", foram entregues à população fitas azuis que simbolizam "o direito à saúde", adiantou o presidente da autarquia, Alfredo Monteiro.

Estas fitas foram atadas a uma corda que deverá ser entregue ao Ministério da Saúde, caso o ministro da tutela, Paulo Macedo, não receba o autarca.


Todas as lutas contam (2) - Alcácer do Sal




Sexta, 4 de Novembro de 2011, estiveram mais de 300 pessoas junto ao Agrupamento dos Centros de Saúde do Alentejo Litoral, manifestando-se contra o encerramento de Extensões de Saúde com menos de 1500 utentes e exigir a reabertura de outras.

Intervieram o Presidente de Junta de Freguesia de Santa Maria do Castelo, também o Presidente de Junta de Freguesia de Santa Susana e um membro das Comissões de Utentes.

No final foi aprovada uma Moção por unanimidade e entregue directamente na sede do Agrupamento dos Centros de Saúde do Alentejo Litoral.

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Moção
As populações do Litoral Alentejano, as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano e os autarcas da região reunidos junto ao Centro de Saúde de Alcácer do Sal no dia 4 de Novembro de 2011 tomaram as seguintes deliberações:
• Combater a política de cortes cegos na Saúde evidenciada com a proposta de encerramento dos postos médicos e extensões de saúde com menos de 1500 utentes sem qualquer critério;
• Exigir a reabertura das extensões de saúde e postos médicos entretanto encerrados: Canal Caveira, Deixa-o-resto, S. Bartolomeu da Serra, S. Francisco da Serra e Luzianes-Gare;
• Exigir a reabertura do Serviço de atendimento Permanente (SAP) de Grândola com horário de funcionamento de 24 horas de acordo com a aplicação da Resolução 57/2011, aprovada na Assembleia da República com votos favoráveis do PCP, PEV, BE e dos actuais membros do Governo PSD e CDS;
• Exigir a construção do novo Centro de Saúde de Sines;
• Defender o Serviço Nacional de Saúde como o sistema mais justo, eficaz e sustentável de prestar cuidados de saúde aos cidadãos.
Não podem ser as populações a pagar uma crise que não criaram, para a qual em nada contribuíram e da qual não têm nenhuma responsabilidade.
Não aceitamos os encerramentos propostos e que em muito dificultam a vida aos utentes que já vivem em condições socioeconómicas desfavorecidas. É inadmissível que seja ignorada a realidade específica da região do Litoral Alentejano, designadamente o facto da distância até aos Centros de Saúde ser muito grande e não existirem sistemas de transportes públicos que assegurem as deslocações.
Acresce que os transportes em ambulância foram dificultados e o Governo prepara-se para restringir ainda mais este serviço. Numa fase em que as famílias estão estranguladas financeiramente querem que estas deslocações sejam pagas, à cabeça, pelos utentes sendo posteriormente reembolsadas. Não aceitamos esta política que deteriora as condições de acesso à saúde, asfixia as Corporações de Bombeiros e cria desemprego.
Não aceitamos esta política de cortes nas comparticipações dos medicamentos e de aumentos generalizados nas taxas moderadoras e no acesso aos serviços de saúde.
As populações deliberam ainda:
• Combater a política de encerramentos de extensões de saúde e o anunciado encerramento das Extensões de Saúde de Montevil e Barrancão até ao final do ano.
• Combater a política deste Governo PSD/CDS que, contrariamente ao instituído na Constituição da República Portuguesa, tem vindo a tornar os cuidados de saúde mais caros, a diminuir os serviços disponíveis junto às populações, a desrespeitar o rácio de profissionais/utente recomendados, pondo em causa a qualidade e equidade do Serviço Nacional de Saúde.
• Combater a política que permite que grande número de cidadãos não tenha acesso a médico de família (5.000 em Grândola, 7.500 em Santiago do Cacém, 1.500 em Sines e 4.000 em Odemira).
• Combater esta política que agrava as já precárias condições de acesso à saúde e empurra os doentes para as urgências hospitalares e para os serviços de saúde privados.
• Reprovar a forma como o Litoral alentejano e os seus serviços de saúde têm sido considerados pelo Governo e repudiar qualquer tentativa de encerramento ou transferência de serviços.
• Reafirmar a necessidade de garantir a prestação de cuidados de saúde às populações do Litoral Alentejano e de melhorar o seu nível de qualidade através do reforço de recursos humanos, técnicos e logísticos.

A saúde é um direito. Não é um negócio
Alcácer do Sal, 4 de Novembro de 2011

Todas as lutas contam (1) - Couço



População do Couço manifesta-se contra "retirada e redução dos serviços públicos"


A população da freguesia de Couço, concelho de Coruche, exigiu este sábado, dia 5, a reabertura dos serviços da Segurança Social, o regresso dos CTT ao domínio público e o prolongamento do horário de atendimento no centro de saúde.

Reivindicações feitas no final de um cordão humano realizado na manhã deste sábado que ligou os locais públicos da freguesia, em protesto contra a retirada, redução ou descaracterização dos serviços públicos fundamentais.

"A iniciativa foi muito participativa e contou com a presença de mais de uma centena de pessoas que se manifestaram em defesa dos serviços públicos que têm vindo a ser retirados, reduzidos ou descaraterizados", disse à Lusa Ortelinda Graça, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos da Freguesia do Couço (CUSPFC).

A população está contra o facto de numa freguesia "com lugares dispersos" sejam "retirados, reduzidos ou descaracterizados serviços públicos fundamentais como a estação dos correios, a Segurança Social, a GNR, a educação, os transportes escolares, a gestão da água ou da saúde".

"Exigimos a reabertura do balcão da Segurança Social, que os CTT voltem a ser um serviço público e não privado e que o centro de saúde passe a funcionar até às 19h00, pois o horário foi reduzido em 4 horas", explicou Ortelinda Graça.

Além destas reivindicações, a CUSPFC, defende ainda "a activação da secção dos bombeiros" e a "autonomia da EBI/JI da freguesia" que agora faz parte do Agrupamento de Escolas de Coruche que "fica a 25 quilómetros" de Couço.

Nos protestos, a população contou com o apoio da junta de freguesia local.

"Vivemos numa zona que se pode considerar interior e estes serviços públicos que nos têm vindo a ser retirados ou desvirtuados são muito importantes para a população. Vamos lutar para que esta situação se inverta", referiu o presidente da Junta, Luís Alberto Ferreira.

No final do cordão humano, foi ainda aprovada, por unanimidade, uma moção onde é dado o "total apoio à greve geral convocada pela CGTP para o dia 24 de Novembro".

No documento, a comissão de utentes apela também à população que nesse dia "não adquira produtos alimentares, nem outros bens" e não mande os filhos "para as creches, infantários, jardins-de-infância ou escolas".

A moção será agora enviada para o Presidente da República, Assembleia da República e respetivos grupos parlamentares, primeiro-ministro, Câmara e Assembleia Municipal de Coruche e junta de freguesia local.
(in Mirante)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

8º. Congresso UNIÃO SINDICATOS de SANTARÉM




(do Programa de Acção)
3.9 - Saúde
O nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS), uma conquista de Abril, foi classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2001, o 12º melhor a nível mundial. Os melhores Sistemas de Saúde são aqueles que se baseiam em serviços públicos de qualidade.
O governo PS, servindo os interesses do capital, prevê a degradação e destruição do SNS encerrando maternidades, urgências, centros de saúde e hospitais públicos, promove-se a fusão de unidades de saúde.
Ao invés de se investir nos cuidados de saúde primários, na promoção de saúde e na prevenção da doença, o que rentabilizaria meios e traria grandes ganhos às populações, privilegia-se a componente do tratamento da doença.
Os cortes nos transportes de doentes, o aumento das taxas moderadoras, a redução da comparticipação de medicamentos e agora a retirada de isenções aos doentes crónicos, são medidas que já deixam muitos doentes sem a devida assistência médica.

3.11 - Caracterizaçâo do distrito
Pelo Distrito de Santarém, são inúmeros os casos de falta de médicos, de falta de material para tratamentos médicos e prevê-se ainda na continuação da linha política do governo anterior, o encerramento de Serviços de urgência e de extensões de Centros de Saúde.
Não sendo possível reconhecer qualquer resultado positivo para as populações, bem pelo contrário hoje as populações estão mais desprotegidas e desprovidas de acesso a cuidados de saúde.
Em termos de “reorganização” de serviços no Centro Hospitalar do Médio Tejo terá a decorrer um processo de reorganização que, ao serem concretizadas as orientações economicistas do governo, nada de positivo será de esperar.
É significativo e lamentável que, nestas reorganizações todas, as populações da zona de Benavente continuem a ser esquecidas e, objectivamente, descriminadas no acesso a cuidados de saúde.
Os actuais 22 Centros de Saúde existentes no âmbito geográfico do distrito de Santarém, há muito que perderam valências e, paulatinamente, foram sendo encerrados os SAPs nocturnos. Hoje, os SAPs, na maior parte dos casos entregues à responsabilidade de clínicas médicas privadas, encerram quase todos às 20 horas e, a maioria, já não funciona também aos feriados e fins de semana.
Entretanto, convêm reter que seja qual for o caminho que o governo pretenda seguir, o êxito das medidas está comprometido com problemas de base ainda não resolvidos. Ou seja, nomeadamente, a falta de médicos de clínica geral e de medicina familiar.
Quanto aos cuidados continuados e paliativos, tudo o que se sabe é que o governo pretende entregar e/ou já entregou, com a conivência e apoio de municípios, a prestação daqueles cuidados a misericórdias e a chamadas IPSS.
No sector e no distrito de Santarém, será de considerar ainda a existência dos hospitais das misericórdias de Benavente e Entroncamento que, com o estatuto de IPSS, disputam com o sector público o negócio da saúde.
A falta duma adequada articulação entre Centros de Saúde e Hospitais, agravada com o desaparecimento dos SAPs, conduz a uma maior corrida às urgências hospitalares, com evidentes prejuízos para os utentes (custos com deslocações, designadamente).
O cenário será ainda pior quando mais extensões dos centros de saúde forem encerradas, actualmente existentes em localidades afastadas dos centros urbanos, com população envelhecida que, de repente, será obrigada a grandes deslocações – estando, como se sabe, privada de rede de transporte publicos.

Contra a politica destruidora do Serviço Nacional de Saúde, a USS/CGTP-IN defende:
• A separação efectiva entre o sector público e o sector privado;
• Aumento da eficácia dos serviços públicos, da sua qualidade e do acesso aos mesmos;
• Investimento adequado nos Cuidados de Saúde Primários;
• A estabilidade de emprego e as carreiras nos serviços de saúde, essenciais à qualidade dos cuidados prestados;
• A reestruturação dos serviços de saúde do distrito sejam implementadas após evidência de ganhos para as populações e depois de estarem reunidas todas as condições para tal (materiais, humanas, económicas);
• Uma politica europeia que defenda os interesses dos utentes, dos profissionais de saúde e dos sistemas públicos de saúde.


3.12 - Taxas moderadoras
A introdução de taxas moderadoras contrariam a CRP que obriga o Estado a garantir o acesso aos cuidados de saúde a todos os cidadãos, independentemente das suas condições socio-económicas, transferindo os custos em saúde para os utentes e penalizando quem se encontra em situação de doença.
Os portugueses já pagam cerca de 40% do total das despesas de saúde, além dos impostos, e não devemos esquecer que se vive em Portugal um crescente aumento do custo de vida e um crescente aumento de pobreza.
As taxas moderadoras penalizam grandemente as famílias em Portugal. Estas taxas constituem mais uma barreira no acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente as novas taxas de internamento e das cirurgias de ambulatório, que não dependem da decisão dos doentes.
As posições do actual governo PSD sobre esta matéria são claramente de carácter economicista, visando exclusivamente o cumprimento do acordo com a Troika, desresponsabilizando o Estado das suas funções sociais. Porém é notória a contradição entre as medidas de desinvestimento em Cuidados de Saúde Primários e a criação de taxas que, a pretexto de dissuadirem os utentes de utilizarem as urgências dos hospitais, agora os obrigam a recorrer a este serviço, face ao encerramento de serviços de atendimento permanentes e serviços nocturnos dos centros de saúde.
Neste sentido, é necessário eliminar as taxas moderadoras e promover o Serviço Nacional de Saúde Universal, Geral e Gratuito.

3.12 - Politica de saúde e do medicamento
Os preços dos medicamentos praticados em Portugal são elevados. Além disso, a participação dos doentes nos custos dos medicamentos é alta, devendo-se a uma baixa taxa de comparticipação por parte do Estado e a poucas isenções de custo, a fármacos com grandes níveis de utilização.
Como se não bastasse, o Estado ficou incumbido de promover o mercado de medicamentos não sujeitos a receita médica e foi determinada uma regra de devolução ao Estado, por parte da indústria, do excedente de
Na Europa, a política do medicamento e dos produtos de saúde são comandados pela indústria farmacêutica e pelas empresas de dispositivos médicos. Sinal disso é o facto destes assuntos estarem sob a alçada da Direcção Geral da Indústria, a nível europeu.
Para a promoção de uma política do medicamento e produtos de saúde responsável, a USS considera necessário:
• Dispensar gratuitamente os medicamentos prescritos nos hospitais e centros de saúde para os genéricos e os medicamentos de marca, sempre que o seu custo para o Estado seja menor nos estabelecimentos de saúde, do que na comparticipação dos medicamentos;
• Promover a dispensa de dose util nos estabelecimentos hospitalares (serviços de urgência), dentro dos principios do item anterior;
• Introduzir uma cláusula de salvaguarda no sistema de preço de referência, de forma a garantir que o utente não é prejudicado na comparticipação pelo facto de o médico não autorizar a utilização de genéricos;
• Alargar a lista de medicamentos para doenças crónicas, comparticipados 100%;
• Transferir dos assuntos do medicamento da Direcção Geral da Indústria para a Direcção Geral de Saúde da UE.

Sábado, no Couço

IC3: portagens desviam trânsito para EN110

Com a introdução de portagens no IC3 (agora A13), os automobilistas voltaram a utilizar a antiga EN 110. São milhares que fogem das portagens e voltam ao percurso de há cinco anos, como “O Templário” testemunhou

Há muito tempo que a estrada nacional 110 entre Tomar e o Entroncamento não registava tanto movimento. Vendedores de fruta e moradores confirmam um significativo aumento do trânsito desde que foram introduzidas portagens no IC3, actual A13 no dia 1 de Novembro.





Uma velha luta da Margem Sul, que continua!