quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Cartoon "O Mirante"



Comissão de utentes não dorme

A Comissão de Utentes do Concelho de Benavente (CUCB) não se cansa de lutar pelos direitos dos utentes. Praticamente todos os meses e às vezes mais do que uma vez por mês organizam concentrações e manifestações para reivindicar melhores cuidados de saúde para a população do concelho de Benavente. Mesmo depois de verem algumas reivindicações satisfeitas como aconteceu na quinta-feira, 29 de Dezembro, em que se ficou a saber que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Benavente e as extensões de saúde do Porto Alto e Santo Estêvão vão continuar a funcionar normalmente no primeiro semestre de 2012, a comissão não desconvocou a manifestação. E até já ergueu no Parque 25 de Abril um “Monumento de Protesto e de Defesa dos Direitos Constitucionais”. Domingos David já disse por diversas vezes que o objectivo é mostrar que a comissão está “atenta” e que não dorme em serviço. Se o SAP de Benavente tinha médicos no início de 2011 que adormeciam em plena consulta como O MIRANTE noticiou, é bom saber que pelo menos a comissão de utentes não dorme…

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (95) - AMARANTE


AMARANTE: Fim dos transportes alternativos da CP provocou aumento de 60 por cento no custo do autocarro
(02-01-2012)

Desde as 24:00 de sábado, quando terminaram os transportes alternativos, os antigos utentes da linha do Tâmega têm de pagar 2,10 euros para viajar entre as duas localidades, utilizando a ligação efetuada em carreiras comerciais da empresa Valpi

Armindo Mendes/Lusa

Amarante, 02 jan (Lusa) - O fim dos transportes alternativos da CP entre Amarante e a Livração, no Marco de Canaveses, provocou um aumento superior a 60 por cento no custo das viagens de autocarro entre as duas localidades.
Fonte da comissão de utentes da antiga linha do Tâmega disse hoje à Lusa que um bilhete de autocarro do transporte assegurado pela CP, desde que a circulação ferroviária foi encerrada, custava 1,30 euros.
Desde as 24:00 de sábado, quando terminaram os transportes alternativos, os antigos utentes da linha do Tâmega têm de pagar 2,10 euros para viajar entre as duas localidades, utilizando a ligação efetuada em carreiras comerciais da empresa Valpi.
Lurdes Ribeiro, da comissão de utentes, disse à Lusa que este aumento é muito elevado e representa um acréscimo muito grande para as pessoas que diariamente viajam entre as duas localidades.
A ativista Lurdes Ribeiro reafirmou que, em protesto pela decisão da CP, vai ser entregue na Assembleia da República uma petição popular com algumas centenas de assinaturas, exigindo a manutenção do transporte rodoviário.
À Lusa garantiu que a reação das pessoas de Amarante e do Marco de Canaveses à petição tem sido muito positiva.
"Muita gente tem assinado nos últimos dias, em várias localidades", afirmou, prometendo que a entrega da petição no Parlamento deverá ocorrer nas próximas semanas.
Em 2009, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, prometeu, em Amarante, que o encerramento da linha do Tâmega tinha como objetivo a realização, em dois anos, de obras de requalificação, o que nunca veio a ocorrer, apesar de terem sido levantados os carris.
Em julho de 2010, devido aos constrangimentos orçamentais, o anterior governo anunciou a suspensão das obras.
Mais recentemente, já com o atual executivo em funções, foi decidido encerrar definitivamente a linha do Tâmega entre Amarante e Livração, no concelho do Marco de Canaveses.
Desde 2009, no âmbito de um acordo celebrado entre as autarquias de Amarante e do Marco de Canaveses com o governo de então, a CP assegurava várias ligações diárias, a partir das antigas estações da Livração, Vila Caiz e Amarante, utilizadas por antigos passageiros da automotora, incluindo alunos de escolas de Amarante.

APM.
Lusa/fim



Todas as lutas contam (94) - ADÉMIA, Coimbra

População da Adémia, em Coimbra, exigem médico de família na extensão de saúde

Dezenas de utentes da extensão de Saúde da Adémia, em Coimbra, manifestaram-se esta manhã porque ficaram sem médico. O contrato terminou no último dia do ano.

clicar AQUI

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1107414.ece

domingo, 1 de janeiro de 2012

Pelo serviço público de televisão e rádio!



Obrigações do Serviço Público
O Serviço Público de rádio e televisão está concessionado à RTP – Rádio e Televisão de Portugal, SA, estabelecendo em relação à televisão, e tendo em conta a ação conjunta dos diversos canais, os seguintes princípios:

a) Fornecer uma programação variada e abrangente, que promova a diversidade cultural e tenha em conta os interesses das minorias;

b) Promover o acesso do público às manifestações culturais portuguesas e garantir a sua cobertura informativa adequada;

c) Proporcionar uma informação isenta, rigorosa, plural e contextualizada, que garanta a cobertura noticiosa dos principais acontecimentos nacionais e internacionais;

d) Garantir a produção e transmissão de programas educativos e de entretenimento destinados ao público jovem e infantil, contribuindo para a sua formação;

e) Garantir a transmissão de programas de carácter cultural, educativo e informativo para públicos específicos;

f) Garantir a emissão de programas que valorizem a economia e a sociedade portuguesa, na perspectiva do seu desenvolvimento;

g) Participar em actividades de educação para os meios de comunicação social, garantindo, nomeadamente, a transmissão de programas orientados para esse objectivo;

h) Promover a emissão de programas em língua portuguesa e reservar à produção europeia parte considerável do seu tempo de emissão, devendo dedicar-lhes percentagens superiores às exigidas na lei a todos os operadores de televisão, atenta a missão de cada um dos seus serviços de programas;

i) Apoiar a produção nacional de obras cinematográficas e audiovisuais, no respeito pelos compromissos internacionais que vinculam o Estado Português, e a co-produção com outros países, em especial europeus e da comunidade de língua portuguesa;

j) Emitir programas destinados especialmente aos portugueses residentes fora de Portugal e aos nacionais de países de língua portuguesa;

l) Garantir a possibilidade de acompanhamento das emissões por pessoas com necessidades especiais, nomeadamente através do recurso à legendagem por teletexto, à interpretação por meio da língua gestual, à áudio-descrição ou a outras técnicas que se revelem adequadas.

Todas as lutas contam (93) - ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


Liberalização dos serviços postais
Mau negócio para as populações
Um novo regime jurídico dos serviços postais, definido em proposta de lei do Governo, foi aprovado faz hoje oito dias na AR com os votos favoráveis do PSD, CDS e PS. Mais um bom negócio para o capital, em prejuízo dos interesses das populações.

Para o PCP, que votou contra (PEV e BE também), a transposição para a nossa ordem jurídica da directiva europeia relativa a esta matéria era o passo que faltava para a liberalização do serviço postal. O «golpe final», alerta, está anunciado com a privatização dos CTT no segundo semestre de 2012.

«Assim se completa a operação conjunta PS/PSD/CDS contra os CTT e os serviços públicos dos Correios», denunciou o deputado comunista Agostinho Lopes, que diz ser este mais um negócio lucrativo para o capital privado, com prejuízo das populações e do País.

Isto depois de o Governo ter já entregue «grossas fatias» do serviço postal e de prosseguir «uma reconfiguração geográfica da sua rede, com encerramento de estações e postos dos CTT e transferência dos serviços para juntas de freguesia e algumas empresas».

O que está em causa, por conseguinte, no entender do PCP, é a liquidação de uma empresa e de um serviço público fundamental para a população e para a actividade económica e social, com um papel estruturante no território.

Opção tanto mais criticável quanto é certo, como tratou de referir Agostinho Lopes, que os CTT não dão prejuízo ao Estado, antes pelo contrário, como comprovam os 187 milhões de euros de lucros que entraram nos cofres públicos nos últimos cinco anos.

Acresce não ser verdade que noutros países apenas vingue o caminho da liberalização e privatização, tendo mesmo sido lembrado por Agostinho Lopes que na Europa isso só acontece – e apenas em parte –, em quatro deles, e que até nos EUA e no Reino Unido os correios estão nas mãos do Estado.

Visto com muita preocupação pelo PCP é entretanto, noutro plano, o conteúdo e âmbito do chamado «serviço universal» que está definido no diploma governamental, nomeadamente quanto ao regime tarifário, bem como no que se refere, por exemplo, à garantia dos princípios da inviolabilidade, sigilo e confidencialidade, à garantia de estabilidade nas relações laborais e direitos dos trabalhadores.

Tudo visto e ponderado, concluiu o deputado do PCP, o diploma agora aprovado terá «consequências desastrosas para a sobrevivência dos CTT», com inevitáveis reflexos na degradação da qualidade do serviço prestado às populações.

A partir de hoje



Um rude corte do acesso aos cuidados de saúde.

Vai ser difícil!