domingo, 1 de março de 2026

TORRES NOVAS: A minha rua, a Rua da Arrábida, ...

 


A minha rua, a Rua da Arrábida, tem 450 metros, tem vários cruzamentos e entroncamentos e só tem esta passadeira no seu início perto da Rotunda de Santo António, mas tem muitos buracos que de vez em quando levam um baldo de massa...e tudo continua na mesma. É o que temos.

Sobre o DIREITO DE VOTO das mulheres...

 


Mas em Portugal, no dia 25 de abril de 1975 as mulheres já puderam votar livremente

ENTRONCAMENTO: Parque Verde do Bonito - Temporariamente encerrado

 Parque Verde do Bonito -

Temporariamente encerrado

Informamos que, o Parque Verde do Bonito, continua encerrado ao público, por questões de segurança.
Estão a ser efetuados trabalhos de forma a repor a normalidade e a garantir as condições de segurança de todos os que visitam este espaço.

Utentes em defesa dos serviços públicos (30) - BARREIRO



https://www.saudemais.tv/noticia/63242-mais-de-500-pessoas-em-protesto-contra-fecho-da-urgencia-de-obstetricia-do-barreiro

Mais de 500 pessoas em protesto contra fecho da urgência de Obstetrícia do Barreiro

Mais de 500 pessoas, incluindo utentes, médicos e autarcas, protestaram hoje contra o encerramento da urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital do Barreiro decidido pelo Governo.

  “Nós não vamos permitir que este serviço encerre. A senhora ministra [da Saúde] Ana Paula Martins não pode decidir livremente, sem consultar os autarcas, sem consultar as comissões de utentes, sem consultar os bombeiros, até porque o Hospital do Barreiro teve obras de dois milhões de euros, está apetrechado, tem condições”, disse aos jornalistas Antonieta Fortunato, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro.

 “Com esta mancha humana que tivemos aqui hoje, ainda estamos convictos de que Ana Paula Martins volte atrás, porque o Hospital Garcia de Horta não tem condições para receber todas estas grávidas que vão chegar. Não tem condições quer de meios humanos, quer de instalações”, declarou.

  Inconformado com a decisão do governo de encerrar a urgência de obstetrícia, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa (PS), adiantou que os autarcas da região vão deslocar-se já na segunda-feira ao Ministério da Saúde, para serem ouvidos.

   “Ontem [sábado] fizemos uma reunião extraordinária da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Península de Setúbal, com os nove presidentes. E vamos estar os nove, amanhã [segunda-feira], às 08:30, no Ministério da Saúde”, anunciou o autarca do Barreiro.

   “A senhora ministra da Saúde há sete meses que não nos responde a ofícios. Marca reuniões, remarca e remarca. E vem dizer para o parlamento que já falou e articulou connosco. Por isso, vamos todos, de viva-voz, dar a cara, olhos nos olhos, mostrar à senhora ministra, que estes são os autarcas, com os quais disse que falou, mas nunca falou. Se calhar nem nos conhece”, disse Frederico Rosa, convicto de que a grande participação no protesto deste domingo reforça a posição dos autarcas da Península de Setúbal.

 Segundo Frederico Rosa, a decisão do Governo de concentrar a urgência de Obstetrícia no Hospital Garcia de Orta, em Almada, não vai resolver nenhum problema e “vai lançar ainda mais o caos”, em todos os hospitais da região, designadamente nos do Barreiro, de Setúbal, de Santiago do Cacém e no próprio Hospital Garcia de Orta.  

 “Vamos ter os nossos bombeiros comprometidos nestas viagens sem sentido. Não custa nada nós percebermos que, vamos ter cada vez mais partos em ambulâncias, em condições difíceis para grávidas e bebés. Não é isto que nós queremos”, frisou.

   Para André Gomes, presidente da Comissão Executiva da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), a presença de muitas centenas de pessoas no protesto “demonstra a justiça daquilo que é a afirmação da Fnam, de que esta é uma legislação profundamente injusta para os utentes do Barreiro, de Alcochete, da Moita, da Península de Setúbal, de Vila Franca, de Loures, de todo o país. E que, pelos vistos, segundo a senhora ministra, não ficará pela obstetrícia e chegará à ortopedia, chegará à cirurgia, degradando aquilo que são os serviços públicos”.

   “O que não é válido é pensar-se que, por concentrar tudo em Almada, vão florescer médicos nesses serviços. Esse é que é um pensamento profundamente errado da parte do Governo. Não é por concentrarmos os serviços em Almada que os obstetras vão aparecer miraculosamente. Têm de ser tomadas medidas de reforço dos salários, reforço das equipas, para que estes serviços possam reabrir”, defendeu.

   Na concentração junto ao Hospital do Barreiro compareceram também dirigentes, deputados e autarcas de diversas forças políticas, entre os quais a deputada Paula Santos (PCP), Fabian Figueiredo (BE), André Pinotes Batista (PS) e Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, também eleito pelo PS, solidários com a ação de protesto.

  Também o vereador eleito pelo PSD para a Câmara do Barreiro, José Paulo Rodrigues, fez questão de marcar presença no protesto e de dizer à comunicação social que é preciso “mais sensibilidade” do Governo do seu partido para este tipo de problemas.

 “Se, objetivamente, estamos aqui presentes, é para manifestar o nosso ponto de vista e para dizer que, sobretudo, acreditamos que pode haver um bocadinho mais de sensibilidade e tentar outras soluções que permitam a continuação do serviço de proximidade à população do Barreiro, da Moita, do Montijo e de Alcochete”, defendeu o autarca social-democrata.

TOMAR: 1 março - Dia da CIDADE!

 Tomar vive esta quinta-feira, 1 de março, o Dia da Cidade, data em que se assinalam os 858 anos da fundação do Castelo Templário por D. Gualdim Pais.

P A R A B É N S !


1 março - Dia Mundial PROTECÇÃO CIVIL (ler artigo Duarte Caldeira)

 


Proteção Civil é proximidade

A madrugada do passado dia 28 de janeiro revelou um evento meteorológico que, dadas as suas consequências, podemos classificar como uma catástrofe. Designada como Kristin, a tempestade atingiu com especial severidade 68 concelhos do território do Continente. Mas ela constitui em si mesmo uma dolorosa fotografia do país, em vários domínios, nomeadamente quanto ao desordenamento do território, fragilidade de muitas infraestruturas e insuficiências de planeamento e organização do sistema de Proteção Civil.

A tempestade Kristin não foi apenas um episódio de mau tempo. Ela foi uma demonstração de múltiplas vulnerabilidades. Durante dias, parte do país viveu sem energia elétrica, água e sem comunicações. Não houve informação clara sobre o que estava a acontecer ou o que poderia acontecer a seguir. 

Num evento com milhares de ocorrências e centenas de milhares de pessoas afetadas, ficou evidente um problema estrutural. O Estado não conhece suficientemente bem o território que governa. O IPMA avisou com antecedência, mas faltou a capacidade de transformar esse aviso em ação concreta. Saber onde o impacto seria mais grave, que infraestruturas estariam mais vulneráveis, que populações correriam maior risco e onde posicionar meios antes da chegada da tempestade, faria toda a diferença, mas não existiu.

O referido conhecimento não se materializa por improviso. Exige instrumentos básicos que continuam em falta. Portugal não dispõe de um cadastro multifuncional atualizado que reúna, de forma integrada, informação sobre edifícios, redes de energia e comunicações, uso do solo, acessos, áreas florestais e zonas habitadas. Sem essa caracterização do território, governa-se às cegas e reage-se sempre depois do problema instalado.

No terreno, lá onde a catástrofe produziu os seus efeitos nefastos, autarquias, bombeiros e estruturas locais de Proteção Civil improvisaram, instalaram geradores à pressa e tomaram decisões difíceis com meios escassos. Como em muitas outras ocasiões análogas, inventaram soluções, desdobraram-se para responder a solicitações permanentes, cada uma, mais desesperada que a anterior. Porém, o problema esteve no patamar superior, na ausência de direção política clara, de coordenação nacional eficaz e de instrumentos estruturais que permitissem antecipar em vez de remediar.

O cenário de partida era terrível. Chuva torrencial, cheias e vento com rajadas persistentes, superiores a uma centena de quilómetros por hora, fizeram com que se generalizassem vários efeitos catastróficos: telhados destruídos; árvores arrancadas pela raiz, tombadas sobre casas e carros; pavilhões empresariais colapsados; infraestruturas críticas afetadas (hospitais, quartéis de bombeiros e outras); postes e linhas de média e alta tensão no chão com a consequente interrupção da distribuição de energia; impactos graves nas infraestruturas de captação e distribuição de água; incapacidade de drenagem de águas residuais e pluviais; colapso das operadoras de comunicações. 

«Portugal não dispõe de um cadastro multifuncional atualizado que reúna, de forma integrada, informação sobre edifícios, redes de energia e comunicações, uso do solo, acessos, áreas florestais e zonas habitadas. Sem essa caracterização do território, governa-se às cegas e reage-se sempre depois do problema instalado.»

 

Perante a situação descrita, registam-se seis mortes diretamente resultantes desta catástrofe. 

Num momento em que muitos milhares de pessoas veem as suas vidas interrompidas, sem habitação, com empresas em dificuldades para retomar a laboração e o risco da perda de postos de trabalho, entre outros efeitos, foram anunciadas várias medidas pelo Governo. A este propósito importa mais adiante avaliar o alcance e exequibilidade das mesmas, dado que o histórico da agilização de apoios dos Governos às vítimas de catástrofes no nosso país, não é brilhante.

Ainda é cedo para uma avaliação rigorosa à qualidade da resposta que foi dada à catástrofe, no ponto de vista dos instrumentos de gestão de emergência à disposição dos decisores políticos e operacionais. Mas é justo uma vez mais sublinhar a intervenção dos autarcas e dos respetivos serviços municipais de Proteção Civil que, desde as primeiras horas do evento, estiveram a acompanhar as suas populações e a desencadear as primeiras respostas à situação criada, apoiados, na generalidade dos casos, nos corpos de bombeiros existentes nas suas áreas de jurisdição e nos funcionários da autarquia. Porém, importa não ignorar que, a par de municípios que levam muito a sério as suas responsabilidades no domínio da proteção civil, com serviços devidamente estruturados e corpo técnico alocado aos mesmos, outros há que ainda entendem proteção civil municipal como dar apoio aos corpos de bombeiros locais, nomear um coordenador/a municipal e dotá-lo de uma viatura, ficando assim assegurada a missão neste domínio. Ora isto revela-se cada vez com mais acuidade, manifestamente insuficiente. 

Respeitando um dos princípios essências da doutrina de Proteção Civil, a subsidiariedade constitui o betão onde se solidifica um sistema de proteção civil robusto e capaz de responder em pleno, ao que dele se exige em situações de exceção. E para que este desiderato se concretize é necessário que, tanto os governantes como os autarcas, assumam o conceito de que Proteção Civil é essencialmente proximidade, dando por isso consequências estruturais a este patamar do sistema.

Sabemos que a resiliência não se constrói apenas com vontade; constrói-se com estratégia e capacidade. Vivemos tempos em que as situações de catástrofe aumentam em frequência, em solicitações e, sobretudo, em complexidade.

Entretanto, e por agora, este é o momento de tentar voltar à normalidade e lutar para que os ensinamentos da Kristin não voem com os ventos. Que se reconstrua melhor, evitando repetir erros óbvios, que se aproveite a oportunidade para fazer melhor, que se aprenda, que se aproveite as redes de conhecimento para tentarmos garantir que na próxima catástrofe estaremos mais preparados.

Milhares saíram à rua... também pelos serviços públicos!

 


Milhares saíram hoje à rua, no Porto e em Lisboa, para exigir o fim da pacote de precariedade laboral do Governo PSD/CDS-PP. A CGTP-IN, que convocou as manifestações, reafirma ser possível uma vida melhor, com mais salário, mais direitos e serviços públicos. Lisboa, 28 de Fevereiro de 2026  CréditosRita Janeiro / AbrilAbril