Comissão de Utentes da Saúde contesta concentração de urgências de obstetrícia em Almada
Encerramento da urgência do Barreiro é apontado como lesivo para a segurança materno-infantil.
A Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Almada (CUSCA) criticou a centralização das urgências de obstetrícia no Hospital Garcia de Orta, reafirmando o repúdio relativo ao encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
Em comunicado, a CUSCA reitera o seu profundo repúdio por uma decisão que considera “lesiva para a segurança materno-infantil, ao obrigar as grávidas a deslocações com maior risco até Almada”.
De acordo com a Comissão, a transferência destas valências para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, “ignora que o aumento da distância, que se traduz em maior tempo de resposta, é um fator crítico em situações de emergência obstétrica, colocando em risco a vida de mães e dos bebés, assim como ignora a sobrecarga que irá exercer naquela unidade, atualmente já sob pressão e com problemas críticos, exemplificando-se a escassez de Médicos Anestesiologistas, o que condiciona não só a maternidade, mas toda a resposta cirúrgica”.
Para a CUSCA, o encerramento não é uma “reorganização”, mas sim a “prossecução da estratégia de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), um desinvestimento num hospital que serve uma vasta área populacional”. A alegação de falta de condições, acrescenta, deve ser respondida com investimento em recursos humanos e equipamentos, e não com o abandono das populações.
Desta forma, a Comissão exige ao Governo a suspensão imediata do plano de encerramento previsto para março de 2026, bem como o reforço do SNS, defendendo que a manutenção da urgência no Barreiro é essencial para garantir a segurança e proximidade no acesso aos cuidados de saúde materno-infantis.
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