A presidente da GARE — Associação para a Promoção de uma Cultura de Segurança Rodoviária, afirmou esta terça-feira, na Assembleia da República, que a sinistralidade rodoviária em Portugal «é uma catástrofe silenciosa» e defendeu medidas estruturais para travar o problema.
A responsável questionou ainda o atraso na aprovação da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2021-2030.
A presidente da GARE, Filomena Araújo, criticou o caráter pontual das campanhas e defendeu fiscalização e educação permanentes.
Outro dos pontos referidos foi o impacto económico e social da sinistralidade.
Entre 2019 e 2024, morreram nas estradas portuguesas 3.475 pessoas.
A responsável destacou ainda que 15% das vítimas têm menos de 29 anos e sublinhou que Portugal continua acima da média europeia em número de mortos por milhão de habitantes.
Questionada sobre o Alentejo, Filomena Araújo explicou que, apesar de o litoral concentrar mais acidentes, a gravidade é superior em vários distritos do interior, incluindo o Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Alentejo Central.
A presidente da GARE apontou ainda três medidas prioritárias.
Filomena Araújo concluiu defendendo que a sinistralidade rodoviária não deve ser tratada como fatalidade.
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