As notícias hoje divulgadas confirmam a opção do Governo de encerrar os serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro, concentrando-os no Hospital Garcia de Orta.
Esta é uma decisão que não nos surpreende. Há muito que a Ministra da Saúde vinha a preparar este caminho, enfrentando desde o início a firme oposição da Comissão de Utentes do Barreiro, por se tratar de uma medida que não traz mais segurança nem melhor resposta aos mais de 200 mil utentes servidos por esta unidade hospitalar — populações do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.
Estamos perante escolhas políticas que ignoram as reais necessidades das populações e fragilizam o Serviço Nacional de Saúde. Em vez de reforçar meios humanos e técnicos, opta-se por concentrar serviços, afastando cuidados de proximidade e contribuindo para o enfraquecimento do Hospital do Barreiro.
As soluções agora apresentadas não resolvem os problemas existentes, nem garantem a resposta adequada às mulheres e às famílias da nossa região. Exigimos que a maternidade do Barreiro funcione plenamente, assegurando o acompanhamento das grávidas e a realização de partos programados e não programados, cumprindo a missão para a qual foi criada e na qual foram investidos milhões de euros em obras e requalificação.
A maternidade do Barreiro é uma referência e um serviço essencial. A população não está disposta a perder mais um direito conquistado.
Dizemos NÃO ao encerramento dos serviços de ginecologia e obstetrícia no Hospital do Barreiro.
Porque não baixamos os braços, convocamos a comunicação social e todos os utentes para uma concentração à porta do Hospital do Barreiro, no domingo, dia 1 de março, pelas 10h00.
Juntem-se a nós em defesa do Hospital e das futuras gerações!
Comissão de Utentes do Barreiro
24/02/2026
Sem comentários:
Enviar um comentário