... é que a Infraestruturas de Portugal tem muita dificuldade em acertar com prazos!!
A substituição temporária do comboio por transporte rodoviário na Linha da Beira Baixa continua a gerar reações entre os utilizadores, que reconhecem a necessidade da intervenção, mas apontam limitações à solução adotada.
Entre os passageiros, há quem encare esta alternativa como um “mal menor”, considerando que, apesar dos constrangimentos, permite manter a ligação entre territórios durante o período de obras. A articulação entre comboio e autocarro tem funcionado de forma aceitável em alguns casos, evitando interrupções totais no serviço.
No entanto, nem todos partilham desta visão. A Associação Movebeiras critica a atual solução, defendendo que a mesma deixa várias localidades sem resposta adequada, incluindo paragens anteriormente servidas por ligações inter-cidades. A estrutura aponta ainda para o aumento dos tempos de viagem, estimando acréscimos superiores a meia hora em alguns percursos.
Outra das preocupações prende-se com as limitações do transporte rodoviário, que não permite, por exemplo, o transporte de bicicletas nem garante condições adequadas para pessoas com mobilidade reduzida, o que, segundo a associação, representa um retrocesso na acessibilidade.
A Movebeiras defende que poderiam ter sido adotadas soluções alternativas, nomeadamente com recurso a automotoras em determinados troços, reduzindo o impacto da interrupção e mantendo uma maior proximidade ao serviço ferroviário.
Apesar das críticas, a solução provisória deverá manter-se enquanto decorrem as obras de requalificação da linha, cuja conclusão está prevista dentro de cerca de seis meses. Até lá, os utilizadores terão de continuar a adaptar-se a um modelo que, embora funcional, está longe de reunir consenso.
Sem comentários:
Enviar um comentário