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Utentes denunciam degradação da A22 e alertam para riscos de segurança
Os utentes da Via do Infante (A22) alertaram para o avançado estado de degradação da via, denunciando o acentuado desgaste do piso como um risco crescente para a segurança rodoviária.
Em declarações à agência Lusa, vários automobilistas que circulam diariamente na A22 relataram a existência de “fissuras, irregularidades e zonas de degradação avançada” ao longo do piso, referindo que estas condições “dificultam o controlo das viaturas”.
As irregularidades do pavimento provocam “vibrações constantes” na suspensão dos veículos, um problema que “se agrava em dias de chuva, originando riscos na condução e propiciando os despistes”.
O estado da via aliado ao aumento do tráfego rodoviário, após a abolição de portagens, em janeiro de 2025, contribui para uma “crescente insegurança”.
Sendo utilizada diariamente por residentes, turistas e empresas, o estado do pavimento levanta também preocupações quanto à mobilidade regional e à imagem do destino turístico, sobretudo em períodos de maior afluência.
Joaquim Castanheira, um utilizador habitual da via, afirma que a degradação tem-se acentuado “dia após dia” e que “já não é apenas uma questão de conforto, mas também de segurança”.
Segundo o condutor de transporte de passageiros, “as zonas em pior estado situam-se entre Alcantarilha e o nó de acesso ao aeroporto de Faro, no sentido Lagos/Vila Real de Santo António”.
Também Carlos Fernandes, outro utilizador diário da A22, afirmou que “já sentiu dificuldades no controlo do veículo em várias ocasiões”.
De acordo com estimativas avançadas à Lusa por responsáveis políticos regionais, o tráfego na A22 terá aumentado mais de 30% desde a eliminação das portagens.
Entidades regionais e a Comissão de Utentes da Via do Infante têm alertado o Governo para a necessidade de um plano regular de manutenção da via. Entre as principais preocupações apontadas pelos automobilistas estão o desconforto na condução, sobretudo em veículos mais leves, o risco de danos mecânicos — como o desgaste prematuro de pneus e sistemas de suspensão —, e o perigo acrescido durante manobras de ultrapassagem.
Em resposta a questões colocadas pela agência Lusa, a empresa Autoestrada do Algarve – Via do Infante – concessionária da via, assegurou que cumpre as obrigações previstas no contrato de concessão celebrado com o Estado português.
De acordo com a entidade, estão a ser observados “todos os deveres de conservação e manutenção, bem como de inspeção da via”.
A concessionária remeteu esclarecimentos adicionais para o representante do concedente, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), contactado pela Lusa, mas sem sucesso.
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