MEO, NOS e Vodafone suspeitas de cartel no negócio de internet nas escolas
Meo, Nos e Vodafone ainda em silêncio
Segundo revela o jornal Publico, existem indícios de que as três empresas possam ter alinhado propostas em concursos públicos, evitando competir diretamente entre si. Na prática, isto poderá ter resultado numa espécie de “divisão” de contratos, mantendo os preços próximos dos valores base definidos.
Segundo o jornal, o processo arrancou em 2025 e encontra-se atualmente em segredo de justiça. Ainda assim, as autoridades falam em “fortes indícios” de práticas anticoncorrenciais no fornecimento de serviços de conectividade a alunos, professores e escolas.
Em causa estão contratos com o Ministério da Educação que envolveram dezenas de milhões de euros. Recorde-se que já anteriormente tinham sido levantadas questões sobre este programa, nomeadamente relacionadas com faturação de cartões SIM que não estariam a ser utilizados.
Até ao momento, nem a MEO, nem a NOS, nem a Vodafone comentaram publicamente o caso. Também a Procuradoria-Geral da República não adiantou detalhes, devido à fase em que o processo se encontra.
O jornal refere ainda que o Ministério da Educação exigiu em 2022 a devolução de 11 milhões de euros por faturação de cartões SIM sem utilização efetiva, segundo um relatório do Tribunal de Contas.
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