Lutar pelos Serviços Públicos é Defender o Futuro de Todos!

A política de desvalorização do trabalho, agravada com o Pacote Laboral, asfixia os nossos serviços públicos. O MUSP apela a todos os utentes que adiram à Greve Geral de 3 de Junho e que engrossem o protesto nas ruas contra o Pacote Laboral.
Apesar dos trabalhadores, já terem rejeitado largamente o chamado “Pacote Laboral”, o governo continua a governar para os 10% que detêm 60% da riqueza nacional, isolando Portugal no topo dos países da Europa com maior desequilíbrio social, onde 8% de pessoas que trabalham, vivem em situação de pobreza, engrossando a já enorme percentagem de pobres em Portugal, 42,6%. Ao insistir na implementação das medidas que irão agravar enormemente as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores, num ataque frontal aos direitos de quem trabalha, ao desequilibrar as relações laborais, ao forçar a redução dos salários e prolongar os horários de trabalho, o executivo está, na verdade, a entregar todo o poder e o controlo às entidades patronais.
Esta política de desvalorização está a asfixiar os nossos Serviços Públicos: a falta crónica de recursos humanos e o desrespeito pelas carreiras estão a empurrar os nossos profissionais mais qualificados para fora do Estado e, em muitos casos, para fora do próprio país.
Como utentes, sabemos que a qualidade dos serviços que utilizamos depende diretamente da dignidade de quem os assegura. Por isso, as lutas dos trabalhadores são também as nossas lutas:
Na Saúde: Quando médicos, enfermeiros e técnicos exigem carreiras atrativas e salários justos, estão a travar a debandada de profissionais e a garantir a sobrevivência e a qualidade do nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS).
- Na Educação: Quando professores e funcionários escolares lutam por condições dignas, estão a defender o futuro dos nossos filhos. Uma Escola Pública forte precisa de turmas mais pequenas, mas também de docentes e não-docentes valorizados, motivados e com tempo para ensinar e apoiar.
- Nos Transportes: As exigências de novas contratações e o fim dos turnos extenuantes e perigosos são fundamentais. Menos cansaço nos motoristas e maquinistas significa mais segurança, mais horários e um serviço público de transporte muito mais fiável para quem dele depende diariamente.
- Na Justiça, Segurança Social e Autarquias: A exigência de carreiras dignas para todos os funcionários públicos traduz-se, diretamente, num Estado mais célere, mais justo e capaz de responder com eficácia às necessidades reais da população.
A solidariedade entre quem usa e quem constrói os serviços públicos é total. O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) junta a sua voz à GREVE GERAL dia 03 de JUNHO! Este protesto não é apenas laboral — é uma ação cívica urgente em defesa do bem comum e de um país que respeite os seus cidadãos.