Utentes manifestam-se no Amadora-Sintra e exigem reforço do SNS
Cerca de três dezenas de utentes concentraram-se esta sexta-feira junto à entrada do Hospital Doutor Fernando da Fonseca, conhecido como Amadora-Sintra, para alertar para dificuldades no acesso aos cuidados de saúde e defender o reforço do financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A iniciativa, organizada pela Comissão de Utentes de Saúde da Amadora, foi antecedida por um cordão humano que percorreu cerca de 500 metros, com duas faixas e palavras de ordem como “A saúde é um direito, sem ela nada feito”.
Pedro Sousa, porta-voz da comissão, afirmou que o protesto visa chamar a atenção para a falta de financiamento do SNS e para os problemas no acesso aos cuidados de saúde naquela unidade hospitalar, onde, segundo referiu, faltam cerca de 300 médicos e 1.400 enfermeiros.
O responsável defendeu a necessidade de valorização das carreiras dos profissionais de saúde, bem como a melhoria das condições de trabalho, sublinhando a importância de vínculos laborais estáveis. “É preciso criar carreiras efetivas para que os profissionais se sintam parte do SNS e não estejam a saltar entre serviços, como acontece muitas vezes com os chamados tarefeiros”, afirmou.
A concentração integra a semana de luta do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, que exige o aumento do investimento no SNS e a defesa de “um sistema público forte, universal e de qualidade para todos os cidadãos”. Está ainda prevista para sábado, pelas 15h30, uma concentração em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.
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