segunda-feira, 2 de março de 2026

MÉDIO TEJO – Unidade Local de Saúde aumenta número de órgãos colhidos para transplantação

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MÉDIO TEJO – Unidade Local de Saúde aumenta número de órgãos colhidos para transplantação

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo registou, em 2025, um crescimento da atividade de doação de órgãos, consolidando um percurso que, desde 2009, a distingue no panorama nacional. A atividade desenvolvida pela Equipa de Colheita de Órgãos e Tecidos do Serviço de Medicina Intensiva evidencia, uma vez mais, o compromisso da ULS em salvar vidas e oferecer esperança aos mais de dois mil doentes que aguardam por um transplante em Portugal, reforçando o papel determinante da instituição neste domínio a nível nacional. Ao longo do último ano, foram identificados seis dadores em morte cerebral, dos quais resultou a colheita de 16 órgãos vitais — dois pulmões, dois corações, seis fígados e seis rins —, representando um aumento face a 2024, ano em que tinham sido colhidos 14 órgãos (oito fígados e seis rins) provenientes de nove dadores. A ULS Médio Tejo, que serve uma população de cerca de 170 mil utentes, alcançou assim, em 2025, uma taxa de 35,3 dadores por milhão de habitantes e 94,1 órgãos colhidos por milhão de habitantes, com uma média de 2,7 órgãos por dador. Em 2025, a idade média dos dadores foi de 48 anos, inferior ao habitual, com idades compreendidas entre os 33 e os 85 anos. Quatro dos dadores eram do sexo masculino e dois do sexo feminino. As causas associadas à morte cerebral dos dadores apresentaram também um padrão distinto do habitual, com três casos de paragem cardiorrespiratória, dois de acidente vascular cerebral hemorrágico e um de trauma cranioencefálico. Lucília Pessoa, médica intensivista e coordenadora hospitalar da doação de órgãos da ULS Médio Tejo, sublinha: “A doação de órgãos entre seres humanos é, sem dúvida, um dos gestos mais altruístas que existe, e cada processo de doação representa um momento de enorme exigência clínica e humana. Em 2025, aumentámos o número de órgãos colhidos, o que significa mais oportunidades de vida para doentes em lista de espera. Este é um trabalho que só é possível graças ao empenho articulado de uma equipa multidisciplinar altamente dedicada e à generosidade dos nossos utentes e das suas famílias.” Também o Presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, destaca o significado destes resultados: “O aumento do número de órgãos para transplantação em 2025 confirma a consistência do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas equipas da ULS Médio Tejo ao longo dos últimos anos. Este percurso, iniciado há mais de década e meia, demonstra que, mesmo longe dos grandes centros nacionais, é possível alcançar resultados de excelência quando existe organização, competência técnica e um compromisso claro com a vida.



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