domingo, 23 de agosto de 2026

Torres Novas / ÁRGEA: e se houver um acidente??!!

NÃO DESMOBILIZAR! ... até que desistam de instalar a unidade de biometano perto de zonas habitacionais ou com actividade humana.


O Risco de Explosão de Digestores Anaeróbios.
Aconteceu a 2 de Outubro de 2023, em Cassington, Oxfordshire, no Reino Unido.
Um raio atingiu uma instalação de biogás. Seguiu-se um grande incêndio e, no dia seguinte, imagens de drone mostraram a dimensão dos danos provocados na instalação.
Felizmente, ninguém morreu.
Podíamos olhar para isto e dizer: foi no Reino Unido. Foi longe de Árgea.
Mas os acidentes que acontecem noutras instalações servem precisamente para fazermos perguntas antes de termos uma instalação destas junto das nossas populações.
Por isso, temos perguntas que exigem respostas:
Foi especificamente avaliado o cenário de um raio atingir diretamente um digestor ou outro equipamento contendo biogás? Ou foi feita uma análise de risco de explosão em ambiente ATEX que contemple por exemplo um fenómeno natural deste tipo?
Que proteção específica contra descargas atmosféricas está prevista para esses equipamentos?
Se essa proteção falhar, que cenário de incêndio ou explosão foi considerado?
Foram avaliadas as possíveis consequências para o exterior da instalação? Até que raio de incidência?
E quais seriam as consequências para as populações próximas?
Perante um acidente real, existe uma pergunta que merece uma resposta concreta:
Um cenário deste tipo foi especificamente estudado para Árgea?
Perguntar como estamos protegidos não é alarmismo. É prudência. É responsabilidade.
E é exatamente por isso que a população tem o direito de fazer perguntas e exigir respostas. Porque ao contrário do que parece ser a estratégia apontada no EIA: agir em caso de reclamação, a análise de risco tem um propósito diferente. Faz parte de uma metodologia preventiva. Não reativa.
Nestas como em qualquer outra instalação industrial, a análise de risco tem de vir antes. Não depois.

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