terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Só os chineses têm ambulâncias para entrega... para ontem

As ambulâncias não estão à venda na prateleira do supermercado

No debate quinzenal realizado na Assembleia da República na última Quinta-feira (08 Jan) o Primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo aprovou, um investimento em 275 novas viaturas para o Inem – Instituto Nacional de Emergência Médica, sendo 163 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos.


Fora do debate político, e das críticas e as dúvidas sobre quem é o partido político e o Governo que são os pais da decisão, aqui para nós, que trabalhamos as temáticas dos veículos, ficamos com a convicção que o anúncio peca pela falta de realismo e da ausência de informação objectiva.
Ninguém perguntou onde é que estão as viaturas base, sim porque as ambulâncias não nascem ambulâncias. São necessários muitos “dias” e meses – após a colocação da encomenda – para saírem das linhas de montagem.
Quer seja o veículo original um furgão ou um chassis-cabina, a sua transformação num veículo de emergência, até chegar à unidade final há muitas etapas em linhas de montagem que gastam milhares de horas de trabalho para a sua construção.
A realidade da produção e consequente transformação do veículo base, até à construção da ambulância, não permite tratar os veículos de socorro e de emergência como na loja da esquina em que se pede: “Sai mais uma ambulância (café) para a mesa do canto”.
Depois de termos percebido que as marcas chinesas de autocarros estão a atacar de peito-feito o mercado nacional com veículos chave-na-mão, que “nem um parafuso” é aplicado em Portugal, ficamos com a dúvida se a trapalhada no anúncio da compra das viaturas para o Inem não vai abrir as portas a veículos oriundos da China.
Se os prazos forem para cumprir, perante a realidade da indústria nacional de transformação e carroçamento de veículos de emergência, que leva a que as empresas portuguesas precisem de anos para entregar os veículos finais, só a China tem capacidade para responder em tempo à encomenda.
Reflexão LB
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