sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Utentes em defesa dos serviços públicos (16) - ODIVELAS

 

 

Plataforma Lisboa em defesa do SNS protesta em Odivelas

Plataforma Lisboa em Defesa do SNS promoveu na segunda-feira, dia 2 de fevereiro, uma ação de protesto na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Odivelas.

A Plataforma que integra várias organizações entre as quais o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos – MUSP, denunciou, junto desta UCSP, as condições a que são sujeitos os utentes desta unidade – a esmagadora maioria (mais de 22 mil) sem médico de família – para conseguir marcar uma consulta.

Todos os primeiros dias do mês, centenas de utentes chegam a pernoitar na rua junto ao Centro para conseguirem marcar uma consulta para o mês.   

Odivelas constitui apenas um exemplo das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde primários.

A indignação dos profissionais e dos utentes é justificável. Para estes utentes esta é a porta de entrada no acesso aos cuidados de saúde primários.

Os profissionais são pressionados e estão no limite, funcionando em instalações exíguas, com uma reduzida equipa nesta UCSP, composta por apenas 4 médicos de família, 13 enfermeiros e 5 secretários clínicos, com rácios de utentes por profissional que ultrapassam largamente o humanamente aceitável, fomentando ritmos de trabalho desumanos e responsabilidades acrescidas.

Ainda assim, a UCSP de Odivelas, assim como a maioria destas Unidades da Área Metropolitana de Lisboa, foram completamente ignoradas pelo governo, ao não serem contempladas, nem sequer com uma única vaga, nos concursos para novos profissionais.

O governo opta, reiteradamente, por desprezar os utentes e os profissionais do SNS. Quando faltam os profissionais, tudo o resto falha: urgências e outros serviços encerram, listas de espera aumentam, consultas e cirurgias são adiadas, a prevenção tem grandes limitações, e os hospitais entram em rutura refere em comunicado a Plataforma Lisboa em Defesa do SNS.

Esta Plataforma integra o MUSP, a Federação das Associações e Organizações de Reformados, Pensionistas e Idosos do Distrito de Lisboa — FARPIL, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos — MURPI, o Movimento Democrático de Mulheres — MDM, a Inter-Reformados de Lisboa IR- CGTP-IN, a Direcção Regional de Lisboa do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses — SEP, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul — SMZS, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas — STFPSSRA, o Sindicato Nacional dos Psicólogos — SNP, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul, o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas — STAD, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica – STSS e a União dos Sindicatos de Lisboa – CGTP-IN — USL.



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