quarta-feira, 16 de outubro de 2013

TOMAR – União de Sindicatos alerta para os números do desemprego

 
A União de Sindicatos de Santarém promoveu em Tomar, na manhã da passada sexta-feira, uma conferência de imprensa onde esteve em análise a actual situação política e social no distrito. Rui Aldeano, dirigente da União, aproveitou para convidar a população ribatejana a participar no que catalogou como uma «jornada de luta», já no dia 19 de Outubro. Refira-se que esta marcha estava marcada para a ponte 25 de Abril mas o Ministério da Administração Interna não deverá dar luz verde, evocando questões de segurança:
Esta será, certamente, a maior manifestação em Portugal após o 25 de Abril e, tanto assim é, que o Governo tenta arranjar questões técnicas que evitassem a realização da mesma. Mas são questões falsas. O problema é político. Aliás, a CGTP também se disponibilizou para ajudar nessas questões técnicas. Por diversas vezes, a ponte foi cortada para a realização de maratonas. Recentemente, a União de Sindicatos de Santarém realizou duas travessias na ponte de Vila Franca e ainda por cima com archotes. E as condições de segurança estiveram salvaguardadas. A marcha de 19 de Outubro será pacífica. A União de Sindicatos irá disponibilizar entre 20 a 30 autocarros para vários pontos do distrito. Pedimos, apenas, às pessoas para que se inscrevam para que possam viajar, de forma gratuita». Rui Aldeano referiu-se, uma vez mais, à situação de desemprego que afecta milhares de trabalhadores no distrito para lembrar que os números que têm vindo a público estão muito aquém da realidade: «A realidade é outra... É aquela que milhares de pessoas do distrito de Santarém sentem na pele, desde trabalhadores e desempregados, que estão a sentir um ataque sem precedentes. E não esquecemos à realidade dos reformados e jovens. Os dados do desemprego são meramente indicativos e não reflectem ao que acontece no distrito. O número de 29838 desempregados em Agosto, em Santarém, é inferior à realidade. Por exemplo, Tomar tem 1948 desempregados. Perante isto, é inadmissível o rumo político que o país está a seguir».

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