terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (138) - LISBOA e PORTO

Em Lisboa e no Porto
Utentes dos transportes manifestam-se contra novos tarifários
31.01.2012 - 09:43 Por Inês Boaventura, Abel Coentrão (Público)

O dia de hoje vai ficar marcado, em Lisboa e no Porto, por protestos dos utentes dos transportes públicos. Os tarifários que entram em vigor quarta-feira são um dos motivos da contestação.

No Porto a concentração está marcada para esta tarde na Rua de Alexandre Braga. Os protestantes vão manifestar-se contra o novo preço dos títulos de transporte, mas também contra a "degradação" do serviço prestado pelas empresas no sector.

O receio decorre das notícias sobre eventuais cortes na oferta da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP). Ainda ninguém as anunciou oficialmente, mas o Governo aceitou praticamente tudo o que propôs o grupo de trabalho formado para racionalizar a oferta de transporte público no Grande Porto.

No caso da transportadora rodoviária, isso significa a suspensão de várias linhas ou de alguns percursos nas carreiras 505, 507, 706, 707, ZF e 804 e a rescisão de contratos com privados que operavam as carreiras 64, 70, 10, 55, 68, 69, ETG 1 e ETG 2. As linhas que a STCP vai deixar de garantir serão concessionadas pelo Estado a operadores privados, mantendo-se, em todas elas, a possibilidade de utilização do Andante.

Enquanto estas medidas não são anunciadas oficialmente, a insatisfação centra-se, principalmente, no aumento das tarifas, que entra em vigor no dia 1 de Fevereiro.

Em Lisboa, o arranque dos protestos, convocados pela Plataforma das Comissões de Utentes da Carris, estava marcado para as 8h30 de hoje, nos Olivais. Durante a tarde os manifestantes vão concentrar-se na Praça do Chile e depois no Cais do Sodré e nas Galinheiras. Está ainda prevista a realização de "um buzinão" na Estrada de Benfica e Avenida do Uruguai.

Na base destes protestos estão o encurtamento de carreiras da Carris, a supressão de carruagens no Metropolitano de Lisboa e o aumento de preços nos transportes públicos.

Todas as lutas contam (137) - ALVERCA

Utentes dos transportes dizem que aumentos favorecem a privatização
Publicado ontem (jn)

O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos classificou, esta segunda-feira, os aumentos dos transportes anunciados pelo Governo como "um roubo ao povo", com o objectivo de levar à privatização das empresas.

"São medidas meramente economicistas, exigidas pelos grandes grupos económicos que apontam no sentido da privatização das empresas de transportes públicos. Irá pôr centenas, senão mesmo, mais de um milhar de postos de trabalho em causa", acusou esta manhã Carlos Braga durante uma ação de protesto na estação de Alverca.

Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), defendeu outro caminho. "As alternativas existem se houver uma outra opção política por parte do Governo. Se as decisões, em vez de irem ao encontro do capital, tiverem em conta as necessidades dos utentes e dos trabalhadores, serão encontradas alternativas diferentes destas", afirmou.

Carlos Braga criticou os constantes aumentos dos transportes públicos, "o terceiro num prazo de 13 meses", havendo casos em que há títulos dos transportes, ao nível dos passes sociais e dos bilhetes, com "aumentos muito significativos que em algumas situações ultrapassam os 100%".

O MUSP não aceita o caminho que está a ser seguido. "Rejeitamos liminarmente os aumentos e as medidas que o Governo, através de um grupo por si constituído, decidiu aplicar na circulação dos transportes, reduzindo a sua oferta. São medidas que penalizam gravemente os utentes e os trabalhadores", salientou o porta-voz.

O "encerramento de linhas férreas, a supressão de carreiras, o encurtamento e a alteração dos percursos" não são, segundo o responsável, "medidas alternativas que se considerem como válidas para que as pessoas procurem cada vez mais os transportes colectivos de passageiros".

No entender de Carlos Braga, estas medidas têm um efeito contrário que levarão as pessoas a afastarem-se cada vez mais dos transportes públicos.

"Irá levar ao aumento da circulação de transporte individual e do consumo de combustíveis com prejuízos para o ambiente, para a própria economia nacional e para as pessoas que também gastam mais tempo nas suas deslocações", defendeu.

O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos agendou, para os próximos dias, várias iniciativas de protesto junto a terminais rodo-ferroviários com o objectivo de manifestarem a sua oposição face aos aumentos, e às medidas propostas pelo grupo de trabalho no plano estratégico dos transportes para a Área Metropolitana de Lisboa.

Numa folha A4 entregue aos passageiros que durante esta manhã entravam na estação de comboios de Alverca, o MUSP faz ainda apelo à "participação de todos na grande manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para próximo 11 de Fevereiro às 15 horas".

Todas as lutas contam (136) - ODIVELAS

Odivelas – Comissão de Utentes dos Transportes da Pontinha em “manif” a 11 de Fevereiro em Lisboa
Mais de uma centena de pontinhenses aderiu à convocatória da Comissão de Utentes dos Transportes da Pontinha e vai participar a 11 de Fevereiro, numa concentração seguida de manifestação, em Lisboa, contra a intenção do governo em alterar a rede de transportes, o sistema tarifário na área metropolitana de Lisboa e os aumentos dos transportes que entram em vigor na quarta-feira, 1 de Fevereiro.

Em comunicado enviado à nossa redacção, a comissão refere, entre outras, que “os manifestantes repudiam ainda o aumento dos transportes, que consideram um roubo. A titulo de exemplo, os aumentos dos passes próprios carris Urbano 4_18 e Sub 23 passa de 13.75€ para 21.75€, ou seja, um aumento de 58%; já os” rede 30 dias” na mesma modalidade sofrem um aumento de 64%; ou ainda os passes intermodais Navegante 3.ª idade urbano 30 dias para a 3.ª idade que passam de 16.45€ para 26.25€, ou seja, sofrem um aumento de 59% atingindo na rede 30 dias, 61%”, salienta a missiva.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mais um serviço público longe das populações: proposta para encerramento de 3 tribunais no dist Santarém


Três tribunais do Dist Santarém podem fechar
Alcanena, Ferreira do Zêzere e Mação são os três tribunais no distrito que o Ministério da Justiça pode vir a encerrar, segundo uma listagem divulgada pela agência Lusa que diz respeito à reorganização do mapa judiciário.

De acordo com o mesmo documento, esta decisão do governo, que pretende encerrar 47 tribunais / juízos com menos de 250 processos, prende-se com o fraco volume processual em curso nestes tribunais, assim como no facto dos processos poderem transitar para outras comarcas próximas.

Segundo a Lusa, a proposta foi elaborada pela Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), e já terá sido comunicada à troika.

O documento antecipa também a refutação por parte de autarcas e população a alguma possível decisão do ministério, e adianta que a “concretização de tais opções de extinção conduzirá a alguma contestação local, a quem se imporá esclarecer da forma mais completa possível as opções tomadas”.


sábado, 28 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (135) - MÉDIO TEJO


NOTA da CUSMT
Sobre as Reuniões Públicas em Tomar, Abrantes e Torres Novas

SÓ COM A COORDENAÇÃO E A MELHORIA DE CENTROS DE SAÚDE, HOSPITAIS E CUIDADOS CONTINUADOS É POSSÍVEL RESPONDER ÀS NECESSIDADES DAS POPULAÇÕES

A “REORGANIZAÇÃO DO CHMT” APRESENTADA PELO CA,
VEM DIFICULTAR O ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE


Na sequência da apresentação de um Plano de Reorganização pela Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, foram muitas e variadas as intervenções de diversas entidades da Região.

A Comissão de Utentes logo que teve conhecimento do documento e face à ausência de justificações para as medidas adoptadas solicitou uma suspensão de concretização do processo, com o objectivo de encontrar as melhores soluções para facilitar o acesso a cuidados de saúde em termos de proximidade e qualidade.

Na sequência dessa posição, com o objectivo de dar voz aos verdadeiros interessados, os utentes, esta Comissão de Utentes realizou reuniões públicas em Tomar, Abrantes e Torres Novas, para debate sobre a prestação de cuidados de saúde nas Unidades Hospitalares e nos Centros de Saúde.

Da participação activa dos cidadãos, pode-se concluir:

Não aceitação do Plano de Reorganização, por dificultar o acesso a cuidados de saúde, não ter em conta a participação da comunidade, por ausência de coordenação com cuidados primários e continuados, por não quantificar nem justificar os resultados esperados, o que deixa as maiores duvidas se resolve os problemas financeiros. Ficou claro que os utentes defendem que as Urgências sejam adaptadas às necessidades em cada unidade hospitalar, que a Pediatria e Medicina Interna sejam três valências comuns às três unidades e que se desenvolvam e criem novas valências.

Se não houver mais médicos de família e enfermeiros, mais cuidados de proximidade com funcionamento de Extensões de Saúde e Unidades Móveis, não se conseguirá resolver o problema das urgências “não agudas”, no CHMT. Se não houver mais unidades de cuidados continuados a gestão de altas no CHMT não poderá ser mais eficiente. Se não houver coordenação entre os níveis de prestação de cuidados de saúde e o aproveitamento da capacidade instalada, vão sofrer as populações e vai aumentar a despesa do SNS.

Constatou-se a existência de interesses privados (empresariais e pessoais) mas a solução não está no encerramento ou privatização do todo ou de partes do CHMT. Defende-se a utilização de toda a capacidade instalada e um combate à promiscuidade público-privada.

Foram expressas muitas formas de reforçar a acção popular para defender o direito a cuidados de saúde na Região do Médio Tejo, de que são exemplos as manifestações em Tomar, o Abaixo-assinado pela Pediatria em Abrantes, a grande participação de cidadãos na reunião pública de Torres Novas.

Na próxima quarta-feira, a Comissão de Utentes entregará ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio de Tejo uma proposta formal com medidas que devem ser tomadas em todos os níveis de prestação de cuidados de saúde na Região que, no entender da Comissão de Utentes, poderá ser uma base de trabalho para em conjunto com a população e outras entidades, se encontrar o melhor caminho para a utilização eficaz dos meios existentes com a satisfação das necessidades de cuidados de saúde por parte das populações.

Em breve, serão também divulgadas as iniciativas que reforçarão o movimento de opinião e reivindicativo da população do Médio Tejo em torno da exigência de justiça social em matéria de acesso a cuidados de saúde de proximidade e de qualidade.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo
Médio Tejo, 28 de Janeiro de 2012.

Todas as lutas contam (134) - COIMBRA

Utentes dos transportes públicos de Coimbra agendam protesto

Escrito por CP "Campeão"
Sexta, 27 Janeiro 2012 10:38

Utentes dos transportes públicos de Coimbra deverão concentrar-se em frente à Câmara Municipal, no dia 03 de Fevereiro, pelas 17h00. Trata-se de uma acção definida na última semana, durante um plenário organizado pelo movimento de cidadania Acampada de Coimbra.

Este protesto é apoiado pelo Movimento de Defesa do Ramal da Lousã e destina-se a analisar diversos assuntos relacionados com “o ataque que está a ser levado a cabo contra os serviços de transportes públicos e contra o direito à mobilidade das populações”, sustentam os seus organizadores.

A acção reivindicativa prevê a realização de uma arruada desde a sede do Município de Coimbra até à Estação Nova onde, pelas 18h30, terá início um novo plenário destinado a chamar à atenção para o direito à mobilidade, os aumentos no preço dos transportes e os cortes nos passes sociais, a reposição da Linha da Lousã, as privatizações no sector dos transportes e em solidariedade com os trabalhadores do sector dos transportes.

Todas as lutas contam (133) - LISBOA

Utentes dos transportes contestam política do Governo Quinta 26 de Janeiro de 2012

As comissões de utentes do Cais do Seixalinho, Linha do Sado, Transportes Públicos de Setúbal e dos Transportes da Margem Sul realizaram, hoje, uma concentração no Terminal da Transtejo, no Cais do Sodré, Lisboa, contra a redução da oferta, os cortes de carreiras e os aumentos já anunciados pelo Governo e previstos a partir de Fevereiro.

Os utentes, que, no final do protesto entregaram uma carta no Ministério da Economia, saíram ainda à rua em defesa do Passe Social e da sua aceitação por todos os operadores do sistema de transportes públicos, sem custos adicionais para os seus utilizadores.

«A contestação generalizada e as lutas desenvolvidas, das populações, utentes e trabalhadores, contra as intenções do Governo, contidas nas propostas do Grupo de Trabalho por ele nomeado, em liquidar o transporte fluvial actualmente existente, foram decisivas para obrigar o Governo a recuar», lê-se num comunicado aos utentes, distribuído, e aceite por todos, junto ao Terminal da Transtejo, onde se alerta para os «cortes e mais cortes nas carreiras, nos salários, nas pensões e, simultaneamente, aumentos brutais e incomportáveis para a generalidade de todos vós».

«Estas políticas são desenvolvidas com vista à privatização das empresas públicas e assim reduzir ao mínimo as obrigações sociais do Estado no apoio ao serviço público de transportes», acusam ainda os utentes.

Todas as lutas contam (132) - ACES LEZÍRIA

Comissões de Utentes do ACES Lezíria II

Informação às populações dos Concelhos do Agrupamento dos Centros de Saúde da Lezíria

(ACES LEZÍRIA II) – 27 de Janeiro de 2011

Reuniram ontem dia 26 de Janeiro as Comissões de Utentes do ACES Lezíria em Almeirim a fim de trocarem informações e apurarem o ponto da situação das unidades de saúde e dos serviços públicos nos seis concelhos a sul do Tejo.

Desta reunião os 16 participantes representando 5 das 6 Comissões de Utentes concluíram que há motivos de preocupação relativamente ao estado em que se encontram as unidades de saúde dos seis concelhos, tanto ao nível das instalações, nuns casos, como, o que é mais grave ao nível dos recursos humanos – médicos, enfermeiros e outros profissionais – com graves carências que se irão agravar no curto prazo pela passagem à reforma de profissionais sem que haja garantia de serem substituídos.
Preocupações transpareceram também pelos relatos de situações no terreno em relação aos aumentos das «multas por estar doente», a que chamam Taxas Moderadoras, dos medicamentos, dos tratamentos e dos exames de diagnóstico, dos transportes de doentes e pelas dificuldades das Corporações de Bombeiros – umas já em ruptura franca e outras à beira de perderem a capacidade de servirem as suas populações – da incompreensível política de isenções, tornando a aquisição deste direito muito difícil e limitado pelas exigências impostas.

Pela retirada das isenções aos doentes crónicos, aos idosos e pensionistas e aos dadores de sangue, está em curso um abaixo-assinado para que estes dadores benévolos possam manter o nível de isenções que detinham como retribuição do Estado pelas suas dádivas que poupam muitos milhões aos contribuintes e permitem salvar muitas vidas. Se o Governo não recuar nesta medida poderemos voltar a ter de importar sangue, o que prejudicará os contribuintes, o erário público, a operacionalidade dos hospitais, mas permitirá de novo um negócio de muitos milhões para os amigos do costume.

As Comissões de Utentes reunidas apelam a todos os cidadãos, dadores de sangue ou não, que subscrevam o abaixo-assinado.

Dada a situação apurada as Comissões decidiram apelar a todos os Utentes para que se mobilizem e participem nas seguintes iniciativas:
· 11 de Fevereiro – Manifestação em Lisboa, convocada pela CGTP-IN e à qual o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) aderiu em nome dos Utentes;
· 25 de Fevereiro – Encontro de Comissões e de Utentes do Distrito de Santarém, pelas 15 horas, em Santarém com local a divulgar oportunamente;

Decidiram ainda mandatar os Representantes dos Utentes no Conselho da Comunidade do ACES Lezíria II para solicitarem ao respectivo Presidente a convocação de uma reunião do urgente do Conselho a fim de serem ali debatidos os problemas presentes e aos que se advinham a curto prazo nas unidades de saúde dos concelhos abrangidos.

Decidiram mandatar os membros distritais do MUSP para agendarem no fim de Março, início de Abril iniciativas semelhantes às realizadas no ano passado junto aos ACES do Distrito de Santarém.

A SAÚDE NÃO PODE ESPERAR!
A HORA É DE GRANDE UNIDADE E MOBILIZAÇÃO, CONTAMOS CONVOSCO!

Todas as lutas contam (131) - MADEIRA

Comissão de utentes protesta fecho de urgências
A Comissão de Utentes do Serviço Regional de Saúde (SRS) está solidária com as populações que vão ter os serviços de urgências dos centros de saúde encerrados a determinadas horas da noite.

Para tal, vai ser entregue um abaixo-assinado da população do Concelho do Porto Moniz, na próxima segunda-feira, 30 de janeiro, pelas 16 horas, na Assembleia Legialativa da Região Autónoma da Madeira.

De referir que o Governo Regional autorizou o SESARAM a fechar as urgências dos centros de sáúde de Porto Moniz e também de Santana, decisão que tem sido contestada. Com este acto, a referida comissão de utentes espera demover as entidades de tal decisão.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mais um serviço público em causa

Rodoviária do Tejo ameaça cobrar bilhetes a alunos de seis concelhos por dívidas das Câmaras
Publicado às 10.14 (in JN)

O presidente da Rodoviária do Tejo advertiu, esta sexta-feira, que os alunos dos seis municípios que persistem no incumprimento do pagamento da dívida à empresa vão ter que passar a pagar o título de transporte a partir de 1 de Fevereiro.

Rui Silva disse à agência Lusa que os alunos dos municípios de Vila Nova da Barquinha, Cartaxo, Almeirim, Torres Novas, Nazaré e Bombarral correm o risco de ter que pagar o seu título de transporte já a partir de quarta-feira, porque os atrasos nos pagamentos destas autarquias são insustentáveis e os incumprimentos recorrentes.

"Estamos a alertar que a corda vai rebentar. Não é possível continuar a arrastar a situação", afirmou, sublinhando que neste momento a empresa está com "tolerância zero" e que as câmaras foram alertadas para esta situação limite.

Rui Silva adiantou que a empresa começou já a informar algumas escolas para a eventualidade de, a partir de 1 de Fevereiro, os alunos só entrarem nos seus autocarros se pagarem os respectivos títulos.

"Há reacções de Câmaras para tentar arranjar solução para evitar que esse passo limite aconteça, mas é insustentável andarmos continuamente a mendigar que paguem os serviços por nós prestado", sublinhou.

Segundo disse, dos 43 municípios servidos pela Rodoviária do Tejo apenas em 12 os atrasos nos pagamentos não ultrapassam os três meses, existindo alguns municípios com 22 meses de atraso, com a agravante de que "nem sequer avisam quando vão entrar em incumprimento" nos planos de pagamento entretanto acordados.

Rui Silva frisou que a empresa se tem multiplicado em esforços para ajudar os municípios a encontrar uma solução, seja através de uma adequação da oferta à procura quer diligenciando junto da banca para encontrar soluções de financiamento que acabam por ser penalizadoras para a própria empresa.

O presidente da Rodoviária do Tejo disse compreender que, de facto, algumas das autarquias, apesar da boa vontade, não têm soluções, pelo que a Administração Central "tem que intervir".

Para Rui Silva, as empresas estão a viver "uma situação limite" e já não têm condições para continuar a "financiar o sistema", sob o risco de porem em causa o pagamento de salários e enfrentarem conflitualidade social.

O presidente da Rodoviária do Tejo recordou que já no início do ano lectivo a empresa alertou as autarquias de que "não tinha margem de manobra" e que se corria o risco de serem os estudantes a suportar os custos do transporte escolar.

Esse alerta levou a que entre Setembro e Novembro houvesse alguma recuperação da dívida, que na altura rondava os 10,5 milhões de euros, mas em Dezembro houve uma inversão, tendo o saldo aumentado em mais 0,5 milhão de euros, afirmou.

Rui Silva disse esperar que até 1 de Fevereiro, as autarquias em causa dêem "passos concretos".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (130) - PORTO


No Porto, os Utentes dos Transportes Públicos manifestam-se no dia 31, às 17.30 horas, no Bolhão, contra os aumentos dos custos dos transportes, a redução de serviços, a privatização dos transportes e o aumento do custo de vida.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (129) - BORBA

Comissão de Utentes de Borba
lança petição na Internet e organiza sessão de esclarecimento a 4 de fevereiro

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Borba lançou uma petição na Internet contra a “gravíssima situação” no acesso aos cuidados de saúde no concelho e marcou uma sessão de esclarecimento sobre o assunto para fevereiro, foi hoje anunciado.

Intitulada “A saúde é direito constitucional”, a petição está disponível no endereço:

Já a sessão de esclarecimento está marcada para 04 de fevereiro, às 15:00, na sede da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Borba.

Todas as lutas contam (128) - ALGARVE


Comissão de utentes da A22 realiza mais uma marcha lenta e buzinão a 03 de fevereiro
A Comissão de Utentes da Via do Infante anunciou hoje que vai realizar a 3 de fevereiro uma marcha lenta e um buzinão de protesto contra a introdução de portagens na (A22), entre Lagoa e Fontes de Boliqueime.

"Dando cumprimento às decisões tomadas na assembleia de utentes da Via do Infante, realizada há uma semana, em Faro, irá ter lugar um buzinão e uma marcha lenta de veículos na Estrada Nacional (EN) 125, com partida de Lagoa (junto à FATACIL), pelas 17:00 horas", informou a Comissão num comunicado.

Segundo o documento, "a marcha prosseguirá pela EN 125 num percurso de 30 quilómetros, até à localidade de Fontes de Boliqueime", num protesto que marcará, segundo a comissão, o "recomeço da luta contra a introdução de portagens na Via do Infante -- exigindo a sua suspensão imediata".

A Comissão de Utentes sublinhou ainda que "outras marchas se seguirão nos meses seguintes, envolvendo o aeroporto de Faro e a Ponte Internacional do Guadiana, colaborando nesta última os espanhóis de Andaluzia a partir de Ayamonte, que também estão a ser muito prejudicados com as portagens na A22".

A estrutura faz ainda um balanço de mês e meio de portagens na autoestrada que liga o Algarve desde a Ponte Internacional do Guadiana até Lagos, constatando que houve "muitos acidentes na congestionada EN 125 e, infelizmente, com algumas mortes confirmadas" e o tráfego nessa via tem sido um "caos infernal, enquanto a A22 continua deserta".

A comissão aludiu ainda à situação social do Algarve, lembrando que o número de inscritos nos Centros de Emprego que é de 30 mil, mas "o desemprego real deverá rondar cerca de 50 mil".

A estrutura fala de "uma terrível catástrofe social", com "muitas empresas a encerrar e a ameaçar encerrar", e de um setor do turismo "a viver a sua pior crise, com os vizinhos espanhóis a boicotar o Algarve".

A Comissão revelou ainda que "a convite de Juan Antonio Millán Jaldón, Secretário-Geral da Federação Nacional de Associações de Transportadores de Espanha (FENADISMER), a Comissão de Utentes da Via do Infante irá participar no I Encontro Transfronteiriço Hispano-Luso, no Ayuntamiento de Ayamonte, onde será constituída a Comissão para a Supressão das Portagens na A22 (Comisión para la supresión del peage luso A22)".

O encontro ainda não tem data marcada e irão ser convidados a participar os presidentes de Câmara de Faro, Tavira, Loulé, Aljustrel e Grândola, estando previstas as presenças de diversas associações sociais, empresariais e sindicais da província espanhola de Huelva.

No encontro, além da constituição da comissão, será produzido um Manifesto e aprovadas formas de luta contra as portagens na Via do Infante (A22).

Lusa

Todas as lutas contam (127) - LISBOA


CONTRA O AUMENTO DO PREÇO DOS TRANSPORTES PÚBLICOS!

Acção do dia 26, com concentração às 17H30 no Largo do Camões em Lisboa para às 18H0ras nos dirigirmos ao Ministério para entregarmos o documento do MUSP e os das respectivas Comissões de Utentes dos Transportes.

Utentes dos barcos que servem Almada, Montijo e Seixal
Comissões de Utentes promovem concentração

As Comissões de Utentes do Cais do Seixalinho, Linha do Sado e dos Transportes da Margem Sul realizam uma concentração no Terminal da Transtejo, no Cais do Sodré, no dia 26 de Janeiro, pelas 17h00, seguida de deslocação ao Ministério da Economia.

Apelam a todos os utentes, que por essa hora cheguem ou partam nos barcos que servem Almada, Montijo e Seixal, para participarem nesta importante jornada de luta.

Concentração Comissões de Utentes dia 26 de Janeiro às 17 horas, no Cais do Sodré

A contestação generalizada e as lutas desenvolvidas, das populações, utentes e trabalhadores dos transportes contra as intenções do Governo, contidas nas propostas do Grupo de Trabalho por ele nomeado, em liquidar o transporte fluvial actualmente existente, foram decisiva para obrigar o Governo a recuar.
Mas, sendo certo que dizem que vão manter as ligações do Montijo/Lisboa, Trafaria/Porto Brandão/Belém e Seixal/Cais do Sodré, bem como “manter a oferta entre Cacilhas/Cais do Sodré”, afirma ao mesmo tempo que estão a estudar os “ ajustamentos necessários nas frequências”.
Ora todos sabemos o que na boca do Governo significa “ajustes”. Cortes e mais cortes nas carreiras, nos salários, nas pensões e, simultaneamente, aumentos brutais e incomportáveis para a generalidade de todos nós.
Todos sentimos os efeitos dos aumentos escandalosos nos transportes públicos ocorridos em 2011, especialmente o que foi feito em Agosto, cuja média de 15% deu em aumentos, nalguns títulos de transportes na ordem dos 25%, ao mesmo tempo que iam cortando nas carreiras, para agora cinco meses decorridos, voltarem a anunciar novos aumentos, em média de 5% e a diminuição dos benefícios sociais para estudantes e reformados, bem como novos “ajustamentos” nas carreiras.
Estas políticas são desenvolvidas com vista à privatização das empresas públicas e assim reduzir ao mínimo as obrigações sociais do Estado no apoio ao serviço público de transportes.
É pagar cada vez mais para ser pior servido!
Todos conhecemos as investidas contra o Passe Social.
Por isso consideramos que é necessário continuarmos e intensificarmos a luta contra a redução da oferta, contra os cortes de carreiras, contra os aumentos previstos.
Pela defesa do direito à mobilidade na sua globalidade.
Pela defesa do Passe Social e sua aceitação por todos os operadores do sistema de transportes públicos sem custos adicionais para os utentes.
Contra os aumentos previstos a partir de Fevereiro, que serão sempre superiores ao valor anunciado pelo Governo.

As Comissões de Utentes do Cais do Seixalinho, Linha do Sado e dos Transportes da Margem Sul realizam uma concentração no Terminal da Transtejo, no Cais do Sodré, no dia 26 de Janeiro, pelas 17h00, seguida de deslocação ao Ministério da Economia.
Apelamos a todos os utentes, que por essa hora cheguem ou partam nos barcos que servem Almada, Montijo e Seixal, para participarem nesta importante jornada de luta.

A UNIDADE E A FIRMEZA NAS LUTAS DOS UTENTES, POPULAÇÕES E TRABALHADORES SÃO FUNDAMENTAIS PARA OBRIGAR O GOVERNO A NÃO CONCRETIZAR O PROJECTO DE DESTRUIÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSPORTES.

O MUSP, (Movimento de Utentes dos Serviços Públicos), promove uma Concentração pelas 17,30 horas, no Largo de Camões, com entrega de um documento no Ministério da Economia e Inovação.

Comissão de Utentes do Cais do Seixalinho
Comissão de Utentes da Linha do Sado
Comissão de Utentes dos Transportes da Margem Sul

23Janeiro2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (126) - SINTRA

AS VIGILIAS NO CONCELHO DE SINTRA




Todas as lutas contam (125) - ÉVORA


Resolução aprovada no Plenário Movimento Utentes, dia 14 Janeiro
As Comissões de Utentes foram surgindo um pouco por todo o Distrito, vocacionadas para os serviços públicos em geral ou para áreas específicas: saúde, educação, transportes e comunicações, água e ambiente, etc. O Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde do Distrito de Évora, constituiu-se com o intuito de, organizadamente, congregar, articular e unificar a acção de dezenas de Comissões que têm surgido ao longo dos últimos anos, garantido nas suas estruturas a representatividade das diversas áreas dos serviços públicos e dos vários concelhos, estando neste momento ligado a todos os Concelhos do Distrito de Évora.
Ao longo da sua existência, realizou e apoiou dezenas iniciativas de âmbito Distrital, na defesa do serviço publico, lançou abaixo assinados e promoveu debates, interveio nas mais diversas áreas, reuniu com diversas instituições, deputados e membros do governo. Hoje o MUSP do Distrito de Évora é reconhecido pelo seu trabalho e pelo seu empenho na defesa não apenas do Serviço Nacional de Saúde mas também na defesa dos serviços públicos em conformidade com a nossa Constituição.
Ao realizar a 14 de Janeiro o debate/reflexão, sobre a gravidade da situação na área da saúde, com o aumento das taxas moderadoras, o aumento dos medicamentos, o encerramento das extensões de saúde, o corte nos transportes dos doentes não urgentes, ele é sustentado no trabalho realizado em todo o Distrito e consideramos ser urgente uma resposta por parte dos Utentes do Serviço Nacional de Saúde, para exigir ao governo que cumpra a Constituição e assegure o direito à saúde.
O MUSP convidou para este debate associações de Reformados e a sua Federação Distrital, convidou, convidou as Juntas de Freguesia, porque considera que entre outros estes também são parceiros do Movimento na defesa dos serviços públicos.


O debate considera que uma política de saúde que tenha como preocupação e objectivo central responder às necessidades de resposta de cuidados de Saúde à população exigiria não o favorecimento dos interesses privados mas o fim da promiscuidade entre o publico e o privado.
O debate condenou o Governo pelos aumentos tornados públicos através de uma portaria constituem-se como um passo significativo para a liquidação do Serviço Nacional de Saúde e a consequente privatização da saúde, uma cedência e capitulação clara do Governo PSD/CDS-PP às exigências e objectivos dos grandes grupos económicos e da troika. Os aumentos em causa são reveladores de grande cinismo, insensibilidade humana e social representando de forma clara uma opção economicista em completo desprezo pelos direitos e necessidades dos utentes e populações.


O debate condenou o Governo por manter o corte das credenciais para os doentes não urgentes, responsabilizando-o pela morte de dezenas de pessoas por falta de assistência e pela miséria em que muitos doentes se encontram por não terem dinheiro para assegurar as suas deslocações aos tratamentos.


O debate reconheceu o trabalho desenvolvido pelo Poder Local, no contributo que este deu à elevação da qualidade de vida das populações e ao desenvolvimento do território em muitos casos substituindo o próprio Estado. Por esse motivo o MUSP rejeita as medidas contidas no chamado livro verde, as quais a concretizarem-se levará à destruição do Poder Local Democrático plural e participado como hoje existe.


Estas e outras medidas terão forçosamente de merecer por parte das respectivas Comissões de Utentes, dos próprios utentes, das populações e de mais organizações uma resposta clara urgente e objectiva através das formas que entenderem como as melhores e mais adequadas para a repudiarmos e rejeitarmos sem ambiguidades e hesitações.


Face à gravíssima situação que hoje se vive nos Distrito de Évora de um feroz ataque aos direitos das populações e à degradação da sua qualidade de vida, às sucessivas medidas que visam destruir o Serviço Nacional de Saúde, o ataque aos serviços públicos e medidas que visam a liquidação do Poder Local Democrático, o encontro de Évora decide:


• Lançar uma petição contra os ataques ao Serviço Nacional de Saúde para exigir ao Governo a revogação do aumento das taxas moderadoras e medidas para assegurar o transporte aos doentes não urgentes, a entregar o mais breve possível na Assembleia da República e já disponível na internet em: http://www.peticaopublica.com O DIREITO À SAÚDE, É UM DIREITO CONSTITUCIONAL.


• O MUSP vai dirigir-se as todas as autarquias do Distrito apelando a todos os órgãos e aos membros dos mesmos, o seu empenho na defesa do Serviço Nacional de Saúde, subscrevendo a petição e a condenação dos aumentos decididos pelo Governo, os quais colocam milhares de pessoas na ante câmara da morte.


• O MUSP dirige-se aos Sindicatos dos Médicos e dos Enfermeiros, afirmando a sua solidariedade para com as suas lutas e solicitando o seu apoio e empenhamento na defesa do SNS.


• O MUSP dirige-se ao Movimento Sindical Unitário para lhe manifestar a solidariedade nas suas lutas e acções, assim como solicitar o seu apoio na luta em defesa do Serviço Nacional de Saúde e na concretização da Petição contra as taxas moderadoras.


• O MUSP decide realizar uma semana de luta com início no dia 30 de Janeiro pela defesa do Serviço Nacional de Saúde e contra as medidas estes brutais aumentos na Saúde, realizando-se em cada concelho as mais diversas iniciativas de forma que as mesmas assumam expressão de rua.

• O MUSP considera de grande importância a manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN para o dia 11 de Fevereiro e decide apelar a todas as Comissões de Utentes o seu empenho na mobilização das populações para esta importante iniciativa e forma de luta.

• O MUSP em diálogo com os organizadores da manifestação vai trabalhar para ter uma presença com visibilidade no respectivo desfile em Lisboa, com o objectivo de chamar a atenção para as consequências dramáticas que a falta de assistência na área da Saúde está a provocar no Distrito de Évora.

• O MUSP vai sinalizar o dia Mundial da saúde, dia 7 de Abril, com uma ação salientando a sua importância, manifestando o seu descontentamento com as opções das políticas de saúde seguidas pelo Governo em que visam a destruição do SNS.

• O MUSP decidiu formar um Grupo Permanente para coordenar a sua actividade a nível Distrital.

Todas as lutas contam (124) - ALPIARÇA

Convocadas pela Comissão de Utentes, mais de duzentas pessoas de ALPIARÇA, participam em reunião pública, no Tamanho do tipo de letradia 21 de Janeiro, em defesa de cuidados de saúde.

Todas as lutas contam (123) - SEIXAL


Reivindicação do Poder Local e comissões de utentes mantém ligação fluvial entre o Seixal e o Cais do Sodré

A Câmara Municipal do Seixal, os trabalhadores das empresas de transportes, a comissão de utentes dos transportes da margem sul e a população do concelho congratulam-se pela manutenção das carreiras fluviais que ligam o Seixal ao Cais do Sodré.

Recorde-se que numa proposta anteriormente apresentada era intenção do Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo de proceder à supressão das referidas carreiras na totalidade ou em alternativa fora das horas de ponta e fins-de-semana, pelo que esta foi uma conquista importante para a qualidade de vida dos milhares de utentes que utilizam este meio de transporte diariamente.

A sua supressão total ou parcial seria uma impensável regressão e uma medida gravosa para todos aqueles que utilizam as carreiras fluviais como forma de chegar ao trabalho diariamente, bem como para aqueles que prestam o serviço a bordo e em terra, pois muitos iriam perder os seus postos de trabalho. Esta decisão que foi hoje tornada pública, foi fruto de uma contraproposta das autarquias da Área Metropolitana de Lisboa e de uma negociação com o Governo.

Esta decisão embora contendo ainda alguns aspetos menos positivos, só foi possível devido à justa reivindicação das autarquias, dos trabalhadores das empresas de transportes e das comissões de utentes. O Município do Seixal manterá o seu completo empenhamento, na construção de um serviço público de transportes de qualidade, que sirva as necessidades da população e o desenvolvimento económico e social.

No próximo fim de semana

Um grande problema social e económico

(in Templário)
Desemprego aumentou em todos os concelhos do distrito de Santarém

Comparámos os dados de Dezembro de 2010 com os de Dezembro de 2011

Os dados são oficiais e estão no site do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Nos 21 concelhos do distrito de Santarém registou-se um aumento do número de desempregados de Dezembro de 2010 a Dezembro de 2011. Não há um único concelho que apresente menos desemprego naquele período de tempo.
Comparemos o número de desempregados de Dezembro de 2010 com os de Dezembro de 2011:

Abrantes - 2 038 - 2 526
Alcanena – 494 – 544
Almeirim - 1 111 - 1 404
Alpiarça – 340 – 429
Benavente - 1 533 - 1 692
Cartaxo – 970 - 1 226
Chamusca – 408 – 494
Constância – 158 – 219
Coruche - 1 064 - 1 142
Entroncamento – 701 – 794
Ferreira do Zêzere – 212 – 251
Golegã – 176 – 207
Mação – 129 – 259
Ourém - 1 424 - 1 586
Rio Maior – 631 – 881
Salvaterra de Magos - 1 678 - 1 757
Santarém - 2 080 - 2 865
Sardoal – 201 – 210
Tomar - 1 679 - 1 856
Torres Novas - 1 224 - 1 611
Vila Nova da Barquinha - 232 – 255

sábado, 21 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (122) - LISBOA


Utentes manifestam-se em Lisboa em defesa do Serviço Nacional de Saúde

Promovida pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, centenas de pessoas participaram, dia 19 de Janeiro, em Lisboa, numa acção de protesto e rejeição à política que o Governo está e se prepara para implementar contra os direitos dos utentes e o próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS), cujo objectivo final é a sua total liquidação e privatização.

Da Praça do Saldanha até às instalações do Ministério da Saúde, ouviram-se palavras de ordem como «a Saúde é um direito, sem ela nada feito», «Não e não às taxas moderadoras» e «Somos utentes, não clientes». As faixas e os cartazes, que preencheram, no final, a Avenida João Crisóstomo, reclamavam e davam conta dos problemas das populações. «Arroios defende o SNS», «População de Odivelas exige a reabertura do CATUS até às 24 horas» e «Melhor Saúde em Sintra. Exigimos mais médicos de família», foram algumas das mensagens, direccionadas ao Governo, a que se juntavam muitas outras, como «Para eles [Governo] é tudo negócio», «Pela sua saúde lute!» ou «Não ao encerramento das urgências».
Um dos problemas mais denunciados e criticados pelos utentes foi mesmo o aumento brutal das taxas moderadoras para acesso aos serviços de saúde e aos actos médicos, que são incomportáveis para muitos milhares de famílias e pessoas, e reveladores da insensibilidade humana e social dos sucessivos governos em relação aos direitos e necessidades dos portugueses.

«Mais uma vez estamos aqui para dizer ao ministro da Saúde que a população de Lisboa não aguenta as medidas cada vez mais gravosas, impostas pela troika estrangeira e aumentadas pela troika doméstica, através do memorando de entendimento assinado pelo PS, PSD e CDS», disse um elemento da Comissão de Utentes de Lisboa, que, em nome de todos, disseram «Não» à destruição do SNS».

O protesto contou ainda com a presença da União de Sindicatos de Lisboa (USL), que recordou, perante aquela massa de gente, que o direito ao SNS público, universal e gratuito «foi uma das maiores conquistas do povo português, decorrente da Revolução de Abril», o que levou a que muitos cidadãos «pudessem ter acesso a cuidados de saúde». «São estes direitos que estão a ser postos em causa e que estão a contribuir para promover a doença, em vez de a prevenir», criticou a União de Sindicatos, que ainda falou do «acordo vergonhoso» celebrado pelas confederações patronais com a UGT, «o maior atentado aos direitos dos trabalhadores» e «um retrocesso social sem precedentes nas relações de trabalho em Portugal, que põem em causa a saúde dos trabalhadores». «É um belíssimo acordo para o patronato. É inaceitável para os trabalhadores e para as suas famílias, porque acentua a exploração, aprofunda as desigualdades e o empobrecimento», denúncia a USL.

O último a intervir foi mesmo Carlos Braga, Coordenador do MUSP, que defendeu um SNS «forte e com capacidade de resposta às necessidades das populações» e criticou o «encerramento de serviços, das extensões de saúde às maternidades e urgências hospitalares, a redução dos seus horários de funcionamento, a falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais». De igual forma, manifestou-se contra os «escandalosos e brutais aumentos dos medicamentos, das taxas moderadoras e dos actos médicos prestados».

«Todas estas situações, a par de outras, distanciam cada vez mais, em muitas zonas do território nacional, os utentes dos serviços, aumentam as dificuldades de acesso a muitos milhares de famílias e de utentes, as listas de espera para consultas e cirurgias, contribuem para que haja cada vez mais portugueses sem médico de família», acusou Carlos Braga, alertando: «O que o Governo quer mesmo fazer é um SNS para ricos e outro para os pobres».
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Todas as lutas contam (121) - SEIXAL


Unidade na luta pelo Hospital do Seixal

No dia 18 de Janeiro foi entregue, no Ministério da Saúde, uma corda com mais de mil fitas azuis, simbolo da luta e da unidade, recolhidas na acção de protesto «Em Campanha Pelo Hospital do Seixal, no dia 6 de Novembro.
A entrega destas fitas – que não contou com a presença do ministro da Saúde, situação que mereceu o repúdio das comissões de utentes e dos autarcas presentes - reforça a posição dos habitantes dos concelhos do Seixal, Sesimbra e Almada na urgência da construção do equipamento de saúde.
Esta é também uma forma de protesto pela falta de resposta, seis meses depois do pedido endereçado pelos presidentes das câmaras de Almada, Seixal e Sesimbra para marcação de reunião com o Ministro da Saúde.
Há mais de dez anos que, população, comissões de utentes e Poder Local reclamam a construção do Hospital do Seixal, considerado, até pelo Governo, como uma prioridade inadiável.
Até 31 de Dezembro, decorreu uma consulta pública sobre o Relatório da Reforma Hospitalar que, uma vez mais, na sequência de todos os estudos anteriores, reafirma a prioridade desta unidade hospitalar, colocando-a a seguir aos novos hospitais de Todos os Santos e Faro. Destaque para a significativa participação na consulta pública, com 2500 pessoas a subscreverem a urgência da Construção do Hospital no Seixal.
Recorde-se que, para dar resposta à população dos três concelhos – Seixal, Almada e Sesimbra – apenas existe o Hospital Garcia de Orta, construído para servir cerca de 150 mil habitantes, quando atualmente os três Municípios contam com cerca de 450 mil habitantes.
É indispensável ainda salientar que no concelho do Seixal há mais de 50 mil utentes sem médico de família, um dos piores rácios do País. A juntar a esta dramática situação foram ainda reduzidas as horas de atendimento no único SAP do concelho, por questões financeiras...

Todas as lutas contam (120) - MÉDIO TEJO

Debate sobre a prestação de cuidados de saúde nos Centros de Saúde e nas Unidades Hospitalares

REUNIÕES PÚBLICAS

TOMAR
25.JAN (quarta), 21 horas
na J Freg. Sta Maria Olivais

ABRANTES
26.JAN (quinta), 21 horas
na J Freg. São Vicente

TORRES NOVAS
27.JAN (sexta), 21 horas
no Montepio Nª Sª Nazaré

Debate sobre a prestação de cuidados de saúde nos Centros de Saúde e nas Unidades Hospitalares

Todas as lutas contam (119) - MINHO


Porto-Vigo à espera do dia 31...
No fim deste mês regressamos à mesma ansiedade de não saber se existirá ainda a última ligação internacional do Norte do país, sendo que todas as melhorias propostas pelos utentes e instituições da região relativas à Linha do Minho vão ficando pelo caminho, tal como sucede no Douro, no Oeste, no Alentejo e no Mondego.

Há um ciclo de desinvestimento que acabará por erodir em Portugal uma solução de transporte que prospera por todo o mundo.

Apesar disto vamos lendo notícias que dão conta do potencial da ligação, num momento em que é necessário o investimento em soluções que possam poupar ao Estado e aos cidadãos:


Modernização da linha do Minho custaria 9 milhões ao Estado
O investimento global seria de 180 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários em 95%.

Renovar Linha do Minho daria lucro de 50 milhões
Se o Governo modernizar a linha ferroviária do Minho terá um lucro líquido de 50 milhões de euros, garante o Eixo Atlântico. É que os fundos comunitários pagam 85% e os 25% a suportar pelo Estado seriam mais do que recuperados pelos impostos cobrados.

As novas ligações ferroviárias na Galiza
As três cidades Galegas ficam assim ligadas às restantes 24 cidades espanholas que já fazem parte da nova rede ferroviária espanhola de Alta Velocidade e Velocidade Elevada.

Todas as lutas contam (118) - PORTO

Utentes dos transportes do Porto consideram fim de algumas linhas "um ataque aos transportes públicos"

Os utentes dos transportes do Porto contestam a redução em 25% do serviço hoje prestado pela STCP. O grupo de trabalho nomeado pelo governo para estudar a oferta de transportes no Grande Porto, propõe o fim de algumas linhas de autocarros e a entrega dessas linhas a privados. Para Sara Santos dos utentes, isto significa um pior serviço.

(in RTP)

Todas as lutas contam (117) - LISBOA

Transportes
Plataforma de Utentes rejeita aumeTamanho do tipo de letrantos e promete protestos
por LusaHoje

A Plataforma das Comissões de Utentes da Carris considera incomportáveis para a população os aumentos dos transportes públicos anunciados pelo Governo e mostrará nos próximos dias, com diversas iniciativas, a sua indignação e insatisfação face às medidas governamentais.

O anúncio foi feito esta noite por Carlos Moura à Agência Lusa, em contacto telefónico, escusando-se o representante da plataforma a precisar quais as formas de protesto a que irão recorrer.

"As Plataformas de Utentes, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, não deixarão de reagir, mostrando claramente a sua indignação e insatisfação com estas tomadas de posição e nomeadamente nos próximos dias irá mostrar muito claramente, em várias iniciativas, que não aceitaremos quer estes aumentos, quer os novos cortes de transportes que estão em cima da mesa", disse Carlos Moura à Agência Lusa.

Para o representante da Plataforma das Comissões de Utentes, os aumentos anunciados na sexta-feira pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, não surpreenderam e inserem-se numa política que procura passar para os utentes os custos do transporte público, como se estes não fossem cobrados nos impostos.

"Nós, obviamente, vemos de uma forma muito negativa este aumento, depois de em agosto já ter sido verificado um aumento de 15 por cento (...), agora são mais cinco por cento sobre esses 15 por cento", contestou Moura, adiantando que os passes vão deixar de ter um financiamento para a terceira idade e para os estudantes, obrigando todos a pagar um preço bastante alto por um passe, que em um dos casos passa de 23,90 para os 29 euros.

Carlos Moura considerou que os novos preços são "incomportáveis para a maior parte da população" e classificou como "descabido" que determinados grupos sociais tenham de apresentar os seus rendimentos para que lhes seja reduzido o preço do passe.

"É perfeitamente descabido. Estamos num Estado que é (...) assistencialista e não um Estado de solidariedade social tal como ele foi criado. Em vez de estarmos num Estado social, estamos num Estado caritativo (...) e isto é totalmente inaceitável, estes serviços têm de ser universais", referiu.

No entender de Carlos Moura, os transportes públicos "têm de dar resposta às necessidades das pessoas, em termos de trabalho, em termos de lazer e também em termos ambientais".

O maior uso do transporte público, adiantou, "diminuirá obviamente a utilização do transporte individual e também aí com os devidos efeitos ambientais".
(in DN)

Todas as lutas contam (116) - TOUTOSA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sobre o processo de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo

Todas as lutas contam (115) - ALMEIRIM


REUNIÃO COMISSÕES DE UTENTES DA SAÚDE
DOS CONCELHOS ABRANGIDOS
PELO ACES LEZÍRIA II

ALMEIRIM
26 JANEIRO, 21 HORAS

O MUSP e a reorganizção dos transportes

Na Área Metropolitana de Lisboa
Movimento de Utentes diz que alterações nos transportes são positivas
20.01.2012 - 09:57 Por Lusa (Público)

O porta-voz do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) considera positivas as alterações nos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa mas defende que ainda existem muitos aspectos penalizadores para a população.

Carlos Braga diz que o retrocesso em relação às medidas inicialmente propostas pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo é positivo, considerando contudo que essas alterações são mérito dos protestos das autarquias e das populações.

“Apesar das alterações positivas, considero, no que diz respeito ao Metro, que continuamos a ter propostas negativas como a redução de carruagens e do limite de velocidade. Na Carris continua a haver a supressão de um conjunto significativo de carreiras nos autocarros, encurtamentos de percursos, e alterações à circulação dos comboios”, afirma o porta-voz do MUSP.

Carlos Braga acredita que este conjunto de situações vai continuar a criar graves problemas de mobilidade aos muitos milhares de cidadãos que têm necessidade de se deslocar, o que é inaceitável.

Vamos là!!??


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mais uma machadada nas condições de vida das populações


Transportes. Governo confirma aumento a partir de 1 de Fevereiro

Preços dos transportes
D.R. 19/01/2012 18:10 Dinheiro Vivo


O preço dos transportes vai aumentar no dia 1 de Fevereiro, estimando-se que a subida possa ser na ordem dos 3,7%, um valor indexado à inflação média verificada em 2011.

Fonte oficial do Ministério da Economia não confirmou a realização de uma reunião hoje entre Governo e operadores sobre o aumento do preço dos transportes.

“O Ministério da Economia não comenta o aumento das tarifas e a reestruturação do sector dos transportes. A seu tempo será divulgada informação sobre a matéria”, explicou a mesma fonte ao Dinheiro Vivo.

O Ministério apenas confirmou ter de entregar aos operadores a proposta dos aumentos até dia 21 de Janeiro, ou seja, o próximo sábado, 10 dias antes da entrada em vigor, para dar tempo a que legalmente se publicite a informação junto dos utentes.

A aplicação dos novos preços está prevista para dia 1 de Fevereiro, juntamente com toda a reestruturação do sector.

O presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins, disse que não estava nenhuma reunião marcada para hoje com o Governo e revela ainda não ter recebido qualquer proposta do Ministério para o aumento das tarifas.

Tudo indica que em Julho poderá haver novos aumentos nos tarifários. Por decidir ficam ainda os passes de estudante e reformados que por agora se mantêm.

Todas as lutas contam (114) - COIMBRA

Activistas do Ramal da Lousã reforçam Acampada em concentração sobre transportes públicos
19.01.2012 - 20:48 Por Lusa(in Público)

Activistas do Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL) juntaram-se nesta quinta-feira aos membros da Acampada Coimbra, que se manifestavam na cidade contra os aumentos dos bilhetes e passes nos transportes públicos.

Às 17h00, hora prevista para iniciar o plenário de utentes dos transportes públicos, na Estação Nova (estação ferroviária de Coimbra A), convocada pela Assembleia Popular da Acampada, o número reduzido de pessoas decididas a participar na reunião foi reforçado com a chegada de alguns activistas do MDRL.

De megafone em punho, uma militante da Acampada começou por enunciar aos muitos passageiros que chegavam à gare ou que corriam para o próximo comboio as razões do plenário: “discutir e definir acções de luta contra os aumentos e a extinção de horários, carreiras e passes sociais, assim como contra as privatizações planeadas” para o setor.

“Os preços dos passes e das viagens continuam a aumentar, tanto na região de Coimbra como a nível nacional”, o que constitui “mais uma machadada” do Governo “a juntar aos cortes nos salários, pensões e subsídios, aos aumentos descarados do IVA e das taxas moderadoras na saúde e à extinção das SCUT” (auto-estradas sem custos para o utilizador), afirmou.

Francisco Norega, um dos mais activos membros da Acampada Coimbra, defendeu que o plenário deveria realizar-se com qualquer número de participantes. “É responsabilidade da população participar ou não”, declarou o jovem aos jornalistas.

Frisando que o fazia a título pessoal, Francisco Norega admitiu que, na sua maioria, “as pessoas estarão alheadas” da questão dos transportes públicos, à semelhança de outros problemas sociais.

Os responsáveis do MDRL, que têm vindo a criticar o desmantelamento da ferrovia para nela acolher o metro, apressaram-se a expor na gare de Coimbra A vários cartazes com frases alusivas à sua causa. “Acabem com a treta (e mama) do metro. Reponham ferrovia Coimbra - Serpins”, lia-se numa das placas.

Álvaro Santos era um dos mais atarefados membros do MDRL, na colocação de cartazes, incluindo alguns com frases dirigidas a Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e Obras Públicas.

“Senhor ministro, afaste-se de negócios ruinosos”, apelava ainda o movimento. Num outro cartaz, o MDRL sugeria que as Unidades Triplas Eléctricas (UTE) “aguardam avanço” para o Ramal da Lousã, exigindo a Álvaro Santos Pereira a reposição dos comboios após a electrificação da linha Coimbra - Serpins.

Álvaro Santos lamentou aos jornalistas que o projecto do metro tenha sido “feito só para benefício de alguns”, numa alusão ao facto de o comboio ter acabado naquela linha e não ter avançado o metro, como prometido por sucessivos governos.

“O comboio é o transporte público do futuro, o que mais barato fica e o que melhor serve as pessoas”, disse.

Por seu turno, a Acampada afirma, num panfleto distribuído aos utentes, que “a mobilidade não é um luxo ou um capricho, é um direito básico das populações”.

“A deterioração desse direito é mais um passo no sentido do retrocesso social e do agravamento das desigualdades”, segundo o documento.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (113) - QUELUZ


Queluz: Dezena de pessoas forçou entrada em centro de saúde

Por Redação (a bola)

Cerca de dez pessoas forçaram, esta terça-feira, a entrada no centro de saúde de Queluz, durante uma vigília organizada pela Comissão de Utentes de Saúde de Sintra contra a falta de médicos de família no concelho.

Quinze minutos depois, já com as pessoas dentro das instalações, chegou a PSP ao local, conseguindo serenar os ânimos.

O incidente ocorreu durante uma vigília organizada pela Comissão de Utentes de Saúde de Sintra, em protesto contra a «degradação das condições dos centros de saúde» e contra o aumento das taxas moderadoras e a falta de médicos de família no concelho de Sintra.

«Este centro de saúde tem 30 mil inscritos e nove mil não têm médico de família, o que obriga as pessoas a virem muito cedo na expectativa de arranjar uma consulta. Hoje, devido à nossa presença as pessoas sentiram-se mais acompanhadas nas suas exigências e forçaram a entrada no centro de saúde porque não aceitam mais estar à espera ao frio», disse Paula Borges, porta-voz da comissão, à agência Lusa.

Todas as lutas contam (112) - SERRA DE MONTEJUNTO

Ambientalistas manifestam-se na Serra do Montejunto contra parque eólico
Várias associações ambientalistas e de defesa do património promovem no domingo uma concentração junto ao Centro Interpretativo da Paisagem Protegida do Montejunto contra a instalação de um parque eólico.
«Estamos a organizar uma ação de protesto simbólica contra o parque eólico com a colocação de faixas. Vamos também vestir camisolas e recolher assinaturas dos visitantes», disse à Agência Lusa Paulo Lucas, dirigente da Quercus.

"Quem quer tramar Montejunto?" ou "Eólicas no Montejunto não!" são algumas das frases de protesto que vão estar escritas nas faixas e nas camisolas dos contestatários.

A Quercus, a Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer (Alambi), a Associação Leonel Trindade, a Associação de Defesa do património de Torres Vedras e o Espeleo Clube de Torres Vedras «consideram que a instalação do parque eólico constituirá um grave atentado à conservação dos valores naturais e à salvaguarda da paisagem e do património cultural».

Estas associações informaram que a comissão diretiva da Paisagem Protegida do Montejunto decidiu por unanimidade emitir parecer desfavorável ao projeto.

domingo, 15 de janeiro de 2012

1º. ENCONTRO DISTRITAL DE COMISSÕES E UTENTES DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

SANTARÉM


1º. ENCONTRO DISTRITAL

DE COMISSÕES E UTENTES

DOS SERVIÇOS PÚBLICOS


25 FEV 2012, 15 horas

Todas as lutas contam (111) - GAIA

sábado, 14 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (110) - TOMAR



Cerca de mil em defesa do hospital de Tomar

Marcaram presença representantes de todas as forças políticas, à excepção do PSD

Cerca de mil pessoas participaram neste sábado, dia 14, na manifestação em defesa do hospital de Tomar e contra a transferência de valências para as unidades de Torres Novas e Abrantes.
Os cidadãos concentraram-se primeiro à entrada do hospital mas depois encaminharam-se, gritando palavras de ordem, para a porta principal por onde entram as visitas. “O hospital é nosso”, “queremos é saúde”, “queremos o hospital” foram algumas das palavras de ordem .


Comissão de Utentes e dirigentes das forças políticas marcaram presença e improvisaram discursos mas que nem todos ouviram já que não havia equipamento de som. Ausência notada foi a de representantes do PSD.


Entre a multidão estavam também funcionários, médicos e enfermeiros do hospital, que contestam sobretudo o fim da medicina interna e a transformação da urgência para o nível básico. Com as mudanças previstas, mais de 100 profissionais vão ter se ser transferidos para Torres Novas ou Abrantes e esta é também uma das preocupações para quem trabalha no hospital de Tomar.


Para terça-feira está prevista uma reunião entre a administração do centro hospitalar e os funcionários do hospital de Tomar onde serão anunciadas as medidas de reestruturação e os prazos previstos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (109) - BAIXA DA BANHEIRA



Comissão de Utentes de Saúde da Baixa da Banheira - Moita
Concentração dia 14 de Janeiro, pelas 15 horas, na Alameda do Povo


A Comissão de Utentes de Saúde da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, alerta para a a falta de Médicos de Família, a falta de enfermeiros e para as condições precárias de funcionamento do Centro de Saúde.

A Comissão refere, ainda, que estão agravadas todas as condições de acesso ao Serviço Nacional de Saúde, tendo em consideraçao os aumentos brutais, por estas razões vai promover uma Concentração no dia 14 de Janeiro, pelas 15.00 horas, na Alameda do Povo, junto à Estação da CP, na Estrada Nacional.


COMUNICADO

COMISSÃO UTENTES SAÚDE DA BAIXA DA BANHEIRA

A Comissão de Utentes de Saúde da Baixa da Banheira comunica que esteve reunida com a Direcção do ACES Arco Ribeirinho,no dia 21 de novembro e com a Coordenadora do Centro de Saúde da Baixa da Banheira em 15 de Dezembro,para debater as questões reivindicativas relacionadas com a falta de Médicos de Família,com a falta de enfermeiros e com as condições precárias de funcionamento do nosso Centro de Saúde.

Considera,que a partir de Janeiro,estão ainda mais agravadas todas as condições de acesso ao Serviço Nacional de Saúde,tendo em consideraçao os aumentos brutais das chamadas Taxas Moderadoras,das Taxas para Exames Complementares de Diagnóstico,da retirada de Transportes,do aumento dos Preços dos Medicamentos,da eliminação de métodos de isenção,do pagamento das Consultas de Enfermagem e de todos os outros meios que tendem a destruir o Serviço Nacional de Saúde,de qualidade e tendencialmente gratuito, como aponta a nossa Constituição da República Portuguesa.

Considera que,para inverter este desastrosa situação que nos arrasta a um Campo de Morte Lenta,é preciso desenvolver uma luta dura,organizada e eficaz,em que teremos de exigir os nossos dignos direitos para os quais descontamos e descontámos toda a nossa vida de trabalho.

A Nossa Luta tem de ser firme e objetiva.E para a preparar, convocamos todos os Utentes da Saúde e a População Banheirense,para uma Concentração a realizar pelas 15.00 horas do dia 14 de Janeiro de 2012,na Alameda do Povo,junto à Estação da CP,na Estrada Nacional.

A hora é de Luta! DE luta firme!

Comparece! Vem connosco exigir a defesa dos Nossos Direitos.

Todas as lutas contam (108) - VENDAS NOVAS

Cortes cegos
O MoviNegritomento de Cidadãos Independentes em Defesa do Serviço de Urgências em Vendas Novas
acusou, em comunicado, o Governo de cortar de «forma cega» nos serviços de Saúde, com a população a pagar cada vez mais, em benefício do sector privado.

«O Governo não está a promover a eficiência, está só a aplicar cortes no que é fundamental para a qualidade de vida das populações», sustenta o movimento, lembrando que «cada restrição» tem «um efeito directo na diminuição do direito à Saúde», o que se traduz no encerramento de serviços de Saúde, assim como do serviço de imagiologia (RX) do Centro de Saúde de Vendas Novas, nas várias tentativas de encerramento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente), na falta de profissionais de Saúde, nos cortes de valências e de cuidados mínimos de Saúde, nas dificuldades no acesso aos exames e aos tratamentos por falta de credenciais.

Para agravar a situação, foi publicado, no dia 20, pelo Executivo PSD/CDS, uma portaria com o aumento das taxas moderadoras para o dobro, sendo que na verdade todas aumentam mais de 100 por cento, acrescentando a isto o pagamento de taxas dos exames de diagnóstico realizados no decorrer das consultas.

Todas as lutas contam (107) - SINTRA



Vigílias em Sintra


Com o objectivo de informar os utentes sobre as medidas implementadas pelo Governo para a área da Saúde, a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Sintra (CUSCS) vai realizar, durante o mês de Janeiro, vigílias nos centros de Saúde do concelho, nomeadamente no de Belas (16), Queluz (17), Agualva (18), Rio de Mouro (23) e Mem-Martins (24). No dia 28 terá lugar uma concentração de utentes, às 18 horas, no Hospital Amadora-Sintra.

Todas as lutas contam (106) - ALPIARÇA





21 DE JANEIRO, 15 HORAS


na CASA DO POVO DE ALPIARÇA


REUNIÃO DA COMISSÃO DE UTENTES


COM A POPULAÇÃO

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mais difícil a mobilidade das populações


Suprimidos vários autocarros da Ribatejana ao fim-de-semana e feriados
Desde o dia 1 de Janeiro que há menos autocarros da Ribatejana aos sábados, domingos e feriados. Esta mudança pretendeu ajustar a oferta à procura existente. Os dois autocarros que sofreram cortes foram o 902, que faz a ligação entre Vila Franca de Xira e Santarém, e também o 903 que liga Granho, Vila Franca de Xira e Lisboa.

"Tivemos de suprimir vários horários porque estávamos a transportar entre dois a seis passageiros num autocarro de 50 lugares. Um transporte com menos de 30 pessoas quase não vale a pena", justificou o responsável da Ribatejana, David Alabaça, que tem pena de ver cada vez mais pessoas a optarem pelo carro.

O 902 teve as seguintes supressões: 9h05 (Salvaterra - Santarém); 10h35 (Santarém - Salvaterra); 14h05 (Salvaterra - Santarém); 15h35 (Santarém - Salvaterra). Já o 903, foram suprimidos os horários das 7h55 (Samora - VF Xira); 9h05 (VF Xira - Samora); 12h00 (Salvaterra - VF Xira); 13h05 (VF Xira - Salvaterra); 15h00 (Salvaterra - Glória); 16h20 (Glória - Salvaterra); 17h00 (Salvaterra - Glória); 19h05 (VF Xira - Santarém); 20h00 (Salvaterra - VF Xira); 21h05 (VF Xira - Salvaterra).

A Ribatejana é responsável pela prestação de serviços de transporte público de passageiros na zona do Ribatejo, compreendendo uma área de cerca de 3000 quilómetros quadrados e englobando 33 freguesias.
(in Mirante)

Todas as lutas contam (105) - BEIRA ALTA



A LUTA CONTRA AS PORTAGENS VAI CONTINUAR

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 realizou, no passado dia 9 de Janeiro, uma reunião para analisar a situação criada com a introdução de portagens há um mês e programar novas formas de protesto e luta.Assim, a Comissão de Utentes Contra as Portagens vai organizar, no dia 8 de cada um dos próximos meses, iniciativas de luta que assinalarão a data em que o Governo impôs o pagamento de portagens na A25, A23 e A24 [o dia 8.Dezembro.11]:

- 8 de Fevereiro – apelo a que empresas e cidadãos, em determinados percursos, circulem nas desgraçadas “alternativas” que o Governo deixou aos distritos de Viseu, Castelo Branco, Vila Real e Guarda: Viseu-Vouzela, pelo que resta do IP5; Guarda-Belmonte, pela EN 18; Alvendre- Guarda, pelo IP5; Castelo Novo- C. Branco, pela EN 18; Régua-Vila Real, pela EM 323; Chaves-Vidago, pela EN 2; Caçador-Mangualde, pela EN 16.

- 8 de Março – recolha de assinaturas, nos quatro distritos, num livro de reclamações que a Comissão de Utentes Contra as Portagens elaborará para o efeito e que será enviado ao Governo, à Assembleia da República e ao Presidente da República.

- Entretanto, no dia 24 de Fevereiro, a Comissão de Utentes Contra as Portagens organizará também um buzinão na cidade de Viseu.

Para 8 de Abril e 8 de Maio, serão divulgadas oportunamente outras iniciativas.

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

No sábado, em Lisboa



REUNIÃO DA DIRECÇÃO DO MUSP

em LISBOA

14 de Janeiro

Todas as lutas contam (104) - LISBOA




Acção de protesto no próximo dia 19 de Janeiro (quinta), pelas 17H30 com concentração na Praça do Saldanha em Lisboa e posterior desfile até junto das instalações do Ministério da Saúde.


A iniciativa visa manifestar o firme protesto e e inequívoca rejeição das medidas governamentais contra os utentes dos serviços públicos e, e em especial contra os utentes do Serviço Nacional de Saúde, cujo objectivo final é a sua total liquidação.

Sem mais palavras!

Desde 2005 que andamos a dar para este peditório!

Ponte da Chamusca: Mobilidade difícil!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (103) - ALHOS VEDROS



A Comissão de Utentes da Saúde de Alhos Vedros leva a efeito uma Acção de Luta no dia 13 de Janeiro, pelas 11 horas junto à Extensão de Saúde de Alhos Vedros. Terá lugar uma Concentração/Manifestação, por obras imediatas no interior e exterior do edifício e melhores condições de atendimento aos utentes.

Agrava-se a carência de médicos no Distrito de Santarém

Costa-riquenho da Chamusca denunciou contrato e dois cubanos de Alpiarça não querem continuar em Portugal
Médicos estrangeiros estão a sair dos centros de saúde da Lezíria
Médico da Costa Rica tinha começado a trabalhar há pouco mais de dois meses na Chamusca, enquanto os cubanos colocados no Centro de Saúde de Alpiarça já exercem funções há dois anos e meio.

Três médicos estrangeiros, dois cubanos e um da Costa Rica, colocados em centros de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria, manifestaram interesse em deixar de trabalhar na região. O médico da Costa Rica colocado na Chamusca já denunciou o contrato e deixa de trabalhar a 5 de Janeiro. Dois clínicos cubanos que já estavam há dois anos e meio em Alpiarça já manifestaram a intenção de não continuarem a trabalhar, quando os seus contratos só acabam daqui por seis meses.

No caso dos cubanos, estes foram de férias no início do ano por um período de 15 dias e, segundo a directora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria (ACES), Luísa Portugal, há a perspectiva de que já não regressem a Portugal. A directora assegura que até dia 15 de Janeiro a situação tem que ser resolvida, mas assegura que Alpiarça não vai ficar sem médicos, ao contrário do que poderá acontecer no caso da Chamusca.

Luísa Portugal explica que os contratos feitos com os cubanos e os costa-riquenhos são diferentes. Os médicos colocados em Alpiarça estão a trabalhar ao abrigo de um protocolo com o Estado cubano e neste caso cabe ao governo desse país substituir os médicos que abandonem as suas funções em Portugal. O médico da Chamusca está a trabalhar ao abrigo de um contrato individual de trabalho. E neste caso, segundo Luísa Portugal, não há certezas que possa ser substituído, cabendo ao Ministério da Saúde colocar outro médico no concelho, se houver algum disponível.

As comissões de utentes do ACES da Lezíria dizem que o médico da Costa Rica foi passar o Natal a casa e já não volta por ter ficado insatisfeito com o facto de o governo português ter decidido cortar nos vencimentos, nomeadamente nos subsídios de Natal e férias. Luísa Portugal refere que a justificação dada pelo clínico prende-se com questões familiares. Diz a directora que o médico tinha os filhos e mulher a viver com ele e que esta, psicóloga de formação, não conseguiu arranjar emprego na região.

No ACES do Médio Tejo - Serra D’Aire, segundo o presidente do conselho clínico, José Oliveira, não chegou para já qualquer intenção de rescisão dos contratos por parte dos médicos estrangeiros ao serviço nos centros de saúde desta área.

Recorde-se que os médicos da Costa Rica colocados na região estiveram quatro meses à espera da autorização para exercerem, o que aconteceu a 26 de Outubro. O que faltava era um documento de reciprocidade que está referido no artigo 15.º da Constituição e que “faz parte do regulamento de inscrição na Ordem dos Médicos por imposição legal”, explicou na altura José Manuel Silva, que acusou o governo, então liderado por José Sócrates, de negligência. “O que foi lamentável é que o Governo português tenha assinado um contrato de trabalho com colegas que não tinham o seu processo de inscrição regularizado na Ordem dos Médicos”. Desde a sua colocação até à regularização da situação, os médicos estiveram a receber sem trabalhar.

Luísa Portugal reconhece a colaboração que tem sido dada por algumas autarquias. Nomeadamente a de Alpiarça, que dá alojamento aos médicos estrangeiros, e as de Almeirim e Chamusca que colaboram nas despesas com as deslocações dos médicos para as extensões de saúde e na manutenção dos edifícios.
(in Mirante)

Um caso de saúde pública na Madeira

Utentes criticam Governo Regional, farmacêuticos pedem intervenção do Presidente da República

.Na farmácia Santo António, no concelho do Funchal, as críticas entram na mesma proporção dos medicamentos que saem, no dia em que as receitas deixaram de ter comparticipação por dívidas do Governo Regional.

"Se não tiver dinheiro para comprar os medicamentos, vai-se roubar", disse Rosa Caldeira, de 69 anos, um metro e meio de altura cheio de revolta por uma situação que não esperava encontrar nesta idade.

"A gente trabalhou tanto, ajudou tanto o país e agora dá nisto", desabafou a utente, dirigindo um apelo ao Governo Regional: "Que resolva isto o mais rapidamente possível".

Em causa está a suspensão da venda a crédito de medicamentos que, desde as 00:00 de hoje, obriga os utentes a pagar a totalidade dos medicamentos nas farmácias do arquipélago.

A decisão da Associação Nacional das Farmácias segue-se ao incumprimento por parte do executivo liderado por Alberto João Jardim do plano de pagamentos da dívida às farmácias, no valor de 77 milhões de euros.

Como Rosa Caldeira, Ana Paula Castro, de 39 anos, também não poupa críticas ao Governo Regional. Hoje, deixou na farmácia 17,13 euros por um fármaco pelo qual desembolsaria, apenas, 5,37 euros se fosse feita a comparticipação.

"Nem sei que lhe diga, vai ter que ser. Acha que eles vão pagar as dívidas nestes dias?", questionou Ana Paula Castro, adiantando: "Isto piora a situação da minha cabeça".

Maria Correia, de 70 anos, acrescentou, na paragem pela farmácia antes de se dirigir ao hospital: "Com a saúde não se brinca".

"Se não comprar os medicamentos morro", declarou, depois de explicar a um dos funcionários que ainda não tinha disponibilizado na conta o dinheiro da reforma, pelo que iria pagar a sua dívida à farmácia no dia seguinte, esperando que o Governo Regional faça o mesmo.

Caso contrário, admitiu endereçar à Quinta Vigia, a presidência do Executivo madeirense, a sua conta da farmácia.

Na farmácia que esteve de serviço esta noite, a Luso Britânica, também no Funchal, a incredulidade tomou conta de quem, depois de uma ida à urgência do hospital, se viu obrigado a pagar os medicamentos na totalidade.

"Felizmente não eram coisas muito caras", afirmou Teresa Afonso, directora técnica do estabelecimento, sustentando que "também é difícil" a situação para os profissionais.

"Custa, sobretudo, ver as pessoas idosas, que descontaram uma vida inteira, que cumpriram os deveres e agora não têm direitos", apontou a responsável, que registou um acréscimo anormal de movimento depois de a reunião entre a ANF e proprietários das farmácias da região, ao final do dia de domingo, confirmar a posição da associação.

Segundo Teresa Afonso, "o movimento só parou às 23:30" de domingo: "Vinham comprar adiantado para pôr na dispensa, como eu costumo dizer".

Outras farmácias que não estavam de serviço abriram igualmente as portas para permitirem aos utentes que pudessem despachar as receitas.

O responsável da farmácia Santo António, Paulo Sousa, considera que esta é uma "questão de saúde pública" e "está acima de qualquer interesse
partidário", apelando ao Presidente da República para interceder.

"Tem uma filha que, como eu, é farmacêutica e tem obrigação de saber qual é a diferença entre a comparticipação nos medicamentos ou a pessoa tentar levantá-los sem essa comparticipação. Em muitos casos, principalmente, nas pessoas mais carenciadas, é a diferença entre fazer ou não fazer o tratamento", sustentou.

Nesta farmácia, como noutras, a muitos utentes com dificuldades, como é o caso de Rosa Caldeira, o estabelecimento permite que levem os medicamentos sem pagar até que a suspensão da venda a crédito seja levantada.

"Fazemos isto porque conhecemos a pessoa e sabemos que é uma situação de emergência", justificou o farmacêutico.
(in DN Funchal)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (102) - SEIXAL fte Min Saúde

Acção dia 18 de Janeiro, pelas 10 horas, à porta do Ministério da Saúde pela construção do Hospital no Seixal. Solicitar audiência nesse dia afim de pedir explicações pelo facto de a obra continuar parada e entregar carta ao Ministro.

Todas as lutas contam (101) - MONDEGO



Miranda do Corvo, 07 jan (Lusa) -- Cerca de mil pessoas partiram hoje de manhã dos concelhos de Miranda do Corvo, Lousã, Coimbra e Góis, rumo a Lisboa para cantar as janeiras ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, numa iniciativa do movimento cívico destes municípios.

O movimento pretende reunir-se com o ministro e com o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, para obter informações concretas sobre a continuação das obras no Ramal da Lousã, de modo a garantir a existência de um sistema de transporte público de passageiros sobre carris de preferência elétrico, entre Serpins e Estação Velha (Coimbra).

Já esta manhã, em declarações à agência Lusa, o porta-voz do movimento, Jaime Ramos, referiu que as populações destes concelhos querem um compromisso do Governo que "garanta o financiamento para as empreitadas que faltam" lançar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Todas as lutas contam (100) - QUINTA DO CONDE

Utentes de saúde da Quinta do Conde em protesto
06/01/2012
A Comissão Representativa dos Utentes dos Serviços Públicos de Saúde na Quinta do Conde reuniu no dia 5 de Janeiro e deliberou por convocar uma concentração no dia 14 de Janeiro, sábado, a partir das 11h00 junto às obras do Centro de Saúde da Quinta do Conde.

A Comissão pretende também participar na acção de 18 de Janeiro, pelas 10h00, à porta do Ministério da Saúde pela construção do Hospital no Seixal e solicitar audiência nesse dia a fim de pedir explicações pelo facto de a obra continuar parada, entrega de carta ao Ministro.


Será ainda elaborado um comunicado à população para explicar o ponto da situação em que se encontra a conclusão das obras no Centro de Saúde da Quinta do Conde.

Decisões contraditórias do Ministério da Saúde provoca mais sofrimento às populações

Presidente do Conselho da ACES Guimarães/Vizela pede demissão
06/01/2012 - 08:29

O presidente do Conselho da Comunidade de Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) Guimarães/Vizela, Dinis Costa, anunciou esta quinta-feira ter pedido demissão em sinal de discordância com a suspensão do alargamento do horário assistencial nas Unidades de Saúde Familiares (USF), avança a agência Lusa.

Esta suspensão, decidida pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS- N), foi dada a conhecer por despacho no dia 03.

Em comunicado, Dinis Costa, que é também presidente da Câmara Municipal de Vizela, comunica a decisão de deixar a presidência do Conselho da Comunidade do ACES Guimarães / Vizela.


Segundo explica o comunicado, Dinis Costa "sai em discordância com a decisão da ARS-N" de suspender a realização do alargamento do horário assistencial aos sábados, domingos e feriados em todas as Unidades de Saúde Familiares do ACES e nos dias úteis das 20 às 22 horas, no caso particular das USF's Physis e Novos Rumos".

No entanto, adianta o comunicado, "Dinis Costa já comunicou, oficialmente, a sua indignação ao ministério da Saúde e à ARS-N", tendo mesmo "solicitado que o despacho seja anulado".

O comunicado salienta ainda que com esta decisão Vizela fica "sem consultas no Centro de Saúde ao fim de semana e feriados, pelo que os doentes terão que se deslocar ao Centro Hospitalar do Alto Ave ou a privados".

Já no dia 04, Dinis Costa acusou o Governo de "tratar os portugueses como cidadãos de segunda" por causa da referida suspensão.

"O Governo continua a tratar os portugueses como cidadãos de segunda", acusa, apontando também o "aumento das taxas moderadoras" como exemplo.

À data, o autarca salientou que esta decisão da ARS-N foi tomada à sua "revelia", explicando que teve dela conhecimento "após a assinatura do despacho".

Dinis Costa afirmou estar "preocupado" com esta atitude da ARS-N pois "favorece apenas os privados".