sábado, 21 de janeiro de 2012

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Transportes
Plataforma de Utentes rejeita aumeTamanho do tipo de letrantos e promete protestos
por LusaHoje

A Plataforma das Comissões de Utentes da Carris considera incomportáveis para a população os aumentos dos transportes públicos anunciados pelo Governo e mostrará nos próximos dias, com diversas iniciativas, a sua indignação e insatisfação face às medidas governamentais.

O anúncio foi feito esta noite por Carlos Moura à Agência Lusa, em contacto telefónico, escusando-se o representante da plataforma a precisar quais as formas de protesto a que irão recorrer.

"As Plataformas de Utentes, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, não deixarão de reagir, mostrando claramente a sua indignação e insatisfação com estas tomadas de posição e nomeadamente nos próximos dias irá mostrar muito claramente, em várias iniciativas, que não aceitaremos quer estes aumentos, quer os novos cortes de transportes que estão em cima da mesa", disse Carlos Moura à Agência Lusa.

Para o representante da Plataforma das Comissões de Utentes, os aumentos anunciados na sexta-feira pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, não surpreenderam e inserem-se numa política que procura passar para os utentes os custos do transporte público, como se estes não fossem cobrados nos impostos.

"Nós, obviamente, vemos de uma forma muito negativa este aumento, depois de em agosto já ter sido verificado um aumento de 15 por cento (...), agora são mais cinco por cento sobre esses 15 por cento", contestou Moura, adiantando que os passes vão deixar de ter um financiamento para a terceira idade e para os estudantes, obrigando todos a pagar um preço bastante alto por um passe, que em um dos casos passa de 23,90 para os 29 euros.

Carlos Moura considerou que os novos preços são "incomportáveis para a maior parte da população" e classificou como "descabido" que determinados grupos sociais tenham de apresentar os seus rendimentos para que lhes seja reduzido o preço do passe.

"É perfeitamente descabido. Estamos num Estado que é (...) assistencialista e não um Estado de solidariedade social tal como ele foi criado. Em vez de estarmos num Estado social, estamos num Estado caritativo (...) e isto é totalmente inaceitável, estes serviços têm de ser universais", referiu.

No entender de Carlos Moura, os transportes públicos "têm de dar resposta às necessidades das pessoas, em termos de trabalho, em termos de lazer e também em termos ambientais".

O maior uso do transporte público, adiantou, "diminuirá obviamente a utilização do transporte individual e também aí com os devidos efeitos ambientais".
(in DN)

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